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16- Um Alvorecer Que Ainda Tardará Em Acontecer
16- Um Alvorecer Que Ainda Tardará Em Acontecer

 
                           

     Umbanda: Um Alvorecer Que Ainda Tardará Em Acontecer

 

    A dinâmica promovida pela Lei de Umbanda coordenada pela UNIDADE EM SUAS SUPREMAS IDEAÇÕES QUE PARTEM DE DEUS-PAI OU DO CENTRO DE CONSCIÊNCIA-UNA, determinam nesta via de evolução, múltiplas processualidades em incessantes covariações e transformações, as quais constituem o próprio movimento da vida. Esse movimento na Lei de Umbanda, segundo consta nas obras de Matta e Silva, situa a iniciação, mormente, para acelerar a libertação cármica do ser, a fim de que este possa regressar à sua via evolutiva original dentro do seu inerente Carma Causal.

    Segundo Matta e Silva, por via do obscurecimento que se deu em nossas consciências, facultado por nossa queda do Reino Virginal para esta via de evolução dependente de matéria-energia, não estamos conscientemente situados nessas processualidades cármicas, inerentes a esta segunda via evolutiva com suas transformações incessantes, mas, inconscientemente imersos nela, com nossos evolutivos carmicamente circunscritos nesses ditos processamentos de energia, que se dão através dos ciclos e ritmos da vida neste modus operandi, em seus múltiplos planos de existência. Dai é que surge nos ensinamentos ocultos, os circuitos de ciclos e provas estabelecidos nas cadeias de evolução, com seus esquemas de rondas cármicas, através dos quais as Raças-Raízes são organizadas pela Lei-Una a fim de que os seres possam esgotar ou superar seus carmas constituídos para a libertação final.

    Eis que como fator fundamental para que essa organização sistemática de evolução espiritual possa ser de fato levada a contento nas consciências, ou de forma tangível para elas em seus níveis evolutivos, surgem as Escolas ou Academias de Iniciação.  Assim, a fim de estruturá-las e conferir a elas potência e cinética espiritual no plano material, foram e continuam sendo enviados emissários mais conscientes, verdadeiros missionários ou prepostos de Luz experimentados, a fim de trazer certos esclarecimentos sobre a Lei Uma, que dirige e coordena todo este movimento da vida descrito, no inexorável vir a ser, de modo que, possamos nos conscientizar de que toda e qualquer transformação, quer seja no macrossistema ou no microssistema não é de forma alguma regida por forças cegas e desprovidas de veículos conscientes, em conformidade com o plano em que atuam – pois, que, conforme situa Matta Silva, toda e qualquer ideação, atuante no macro ou no microcosmo só será manifesta por intermédio da consciência-inteligência-vontade.

    Ou seja, além de tudo ser medido, pesado e contado pela Lei-Una, como se tratam de vários planos de manifestação da existência, cada plano possui os seus veículos cognoscentes afins, que facultarão a operacionalização dessa Lei-Una por intermédio de suas paralelas carmânicas, a fim de que se constitua o equilíbrio inerente a cada um desses planos em seus espaços vitais e, principalmente, dos evolutivos neles situados -- desde o astral mais inferior até os planos de luz.

   Assim foi que, no que diz respeito à organização da coletividade ou rebanho contido no movimento umbandista, o Astral Superior, a fim de sistematizá-lo no movimento de aceleração da evolução espiritual, promovido pelas Hierarquias Constituídas por via da dessa Lei-Una, resgatou da ancestralidade primeva de Brazilan – do Tuyabaé-Cuaá -- certa estrutura esotérica de conhecimentos, denominada por Matta e Silva de Proto-Síntese Relígio-Científica, para no seu atual ciclo, por dentro do movimento umbandista ser especialmente consubstanciada nas coisas da mediunidade, do entendimento do carma e seus reajustes inerentes e dos movimentos causais que movimentam a Magia com suas múltiplas determinações, do macro aos microssistemas, da Umbanda para a Quimbanda. Assim foi que Matta e Silva além de escrever 9 (nove) obras de caráter hermético, selecionou valores essenciais para se encaminhar positivamente à prática desses ensinamentos como um potente recurso de auto-atualização crítica para o indivíduo disposto a percorrer o caminho da iniciação, sobre os vários aspectos implicados nos processos inerentes, especialmente, no que diz respeito à sua reforma íntima de fato e de direito.

    Todavia, em qualquer época ou lugar, se observam deturpações das Tradições Esotéricas, e, o mesmo, não poderia ser diferente com a Lei de Umbanda. Contudo, para os que buscam a verdade na prática despretensiosa de qualquer projeção social ou galardão mundano, na qual o indivíduo passa a sinceramente servir ao invés de ser servido, na qual o título genuíno que surge é a de um autêntico trabalhador no qual o Astral deposita sua confiança, para ser mais um a dar a mão a quem precisa, o caminho da iniciação na Lei de Umbanda poderá servir como um mecanismo regulador para nos ajudar a refletir e encontrar o bom senso nas questões que irrompem, desafiando o equilíbrio das consciências no mundo físico e astral, de modo a dar continuidade ao trabalho espiritual confiado a todos nós.

    Muito embora nas coisas da Raiz de Guiné, o preparo e as condições necessárias para se forjar um sacerdote positivo e operante demandem muitos anos de prática e experimentações complexas que testam-no duramente em sua sua vaidade por dentro de todas as suas facetas e limites, na atualidade, por exemplo, um fato que tem se revelado corriqueiro no cenário umbandista é o de que, não raro, temos observado no imaginário de alguns que, basta o indivíduo vestir uma túnica ou bata azul, para que de forma instantânea, o mesmo passe a comportar uma sabedoria magística capaz de atingir os mais profundos graus iniciáticos por dentro e por fora da Umbanda...

    Infelizmente, toda uma literatura que foi constituída após o desencarne de Matta e Silva e operacionalizada de modo automático e acrítico, cujo conteúdo expresso patenteava claramente o seu autor como referência exclusiva e majoritária no que diz respeito à Umbanda Esotérica, contribuiu para estabelecer como realidade, um verdadeiro quadro de profundos devaneios, totalmente condizentes com aquelas aspirações ambiciosas verificadas em todos os tempos, naqueles que nada mais almejam através dos ensinamentos sagrados da Lei: o poder, para fazer da mesma, unicamente, uma extensão de si mesmos.

    Se na época de Matta Silva a coisa já era difícil, imaginem agora onde os símbolos sagrados que foram patenteados nas areias de Itacuruça, são maciçamente copiados e reproduzidos sem o conhecimento positivo do eró como substrato primordial necessário para validá-los perante o Astral Superior e, mui principalmente, sem a devida autorização e condição espiritual para isso. Os cenários mudam nas tradições iniciáticas, mas, na dita constante da mudança, o enredo continua o mesmo -- lê-se enredo, como sucessão de acontecimentos que constituem as mesmas ações...

   Vivemos uma época negra nas coisas da Umbanda e está por demais longínqua a época do seu real alvorecer. 

 

Santa Paz

Tarso Bastos