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10- Todos Nós Somos Seus Sucessores e Mantenedores
10- Todos Nós Somos Seus Sucessores e Mantenedores

Umbanda de Todos Nós: Todos Nós Somos Seus Sucessores e Mantenedores

 

Talvez uma das coisas mais difíceis para certos irmãos no caminho mediúnico, dentro da Umbanda, seja trabalhar em silêncio, deixando o resto, para ser conjugado pela direção do Astral Superior.

 

Ou seja, a necessidade patológica e única de ter uma certa visibilidade e projeção por parte desses irmãos, no que tange a sua "performance astral" para o mundo ver, de longe, sobrepuja o real motivo de ser deste dom mediúnico: A Caridade (tanto a caridade do Astral para com o médium no que concerne ao seu resgate carmico, quanto a caridade que se realiza por intermédio dele enquanto médium). E por seu turno, dificilmente a auto-promoção robustecida pelo médium nas coisas de Umbanda, deixa de contemplar um perfeito alinhamento com as fileiras negras do astral, invisíveis aos nossos olhos, todavia não menos marcadamente presentes em nosso cotidiano.

 

Acredito que realizada a caridade, o resto se dá no silêncio, entre você e a Banda no cantinho do congá.

 

Exemplificando melhor, minha avó que foi iniciada por Matta e Silva, conta que após a sua consagração, ele assim disse para ela: "Filha, ninguém mais precisa botar a mão na tua cabeça, a hora que sua preta-velha quiser baixar, coloca o banquinho dela na sua cozinha para ela trabalhar"

 

Para mim, uma bela imagem que retrata o estar na Umbanda pela Umbanda, o estar plenamente realizado pelo simples fato de ser um cavalo da caridade e, desse modo, ter essa experiência como o próprio salário, digno de toda gratidão.

 

Um cenário que infelizmente encontra-se muito distante do coração de muitos, já que às coisas dessa Umbanda que nossos avós viveram em sua raiz, parecem estar atualmente cada vez mais arrojadas, pomposas, com ares de um artificialismo estruturado para subjugar e, portanto apresentando um grande distanciamento de suas reais finalidades. Finalidades essas traçadas nos Mistérios do Cruzeiro Divino que vibra sobre nós, as quais podemos não saber ainda quais são, mas seguramente sabemos não ser essas mencionadas.

 

Afirmo com total convicção: Matta e Silva não deixou sucessor algum.Todos somos legítimos sucessores de seu trabalho, quando existe pureza na intenção do trabalho.

 

Ninguém que tenha pisado nas terras de Itacuruçá menciona qualquer comunicado feito por Matta e Silva de um único indivíduo, com a prerrogativa de ser o único continuador ou mantenedor do seu legado. Isso, pode ser facilmente comprovado não precisando de muito esforço.

 

Justo lembrar nesse momento, o alerta feito pelo próprio Matta, quando fala que outrora às chaves da magia foram retiradas, canceladas e bloqueadas, terminando por caírem inuteis como fragmentos popularizados pelo prisma do senso comum através do mecanismo da cultura de massa. Pois, dentre outros motivos, elas estavam sendo usadas pelas elites dominantes afim de patrocinar seus interesses maiores pelo poder.

 

Resultado: quando a forma enquanto chave veiculadora perde a conexão com a sua razão de ser, mediante a traição dos desígnios, que justificam a expressão da essência por intermédio dessa forma, o astral naturalmente desloca essa essência para novas roupagens, novas expressões, longe do que foi corrompido.

 

Por conseguinte, na Umbanda como Lei revelada, este conhecimento ressurge, voltado com o objetivo maior de servir a toda essa massa de desfavorecidos em nosso mundo, que precisam urgentemente de uma intervenção positiva, para de fato ser consolidado um suporte efetivo, no intuito de dinamizar a aceleração de sua evolução.

 

Preferencialmente, as Entidades da Corrente Astral de Umbanda buscam condições para que este suporte, seja realizado cada vez menos pela paralela passiva em suas cobranças no campo do reajuste cármico.

 

Isto é, objetiva-se uma maior ênfase nos caminhos evolutivos promovidos pela paralela ativa, estimulando assim a alma, a conscientemente construir por si mesma, as relações de causa-efeito na promoção deste equilíbrio perante a Lei.

 

Santa Paz

 

Tarso Bastos