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3-Monólogos do Ego na Contramão
3-Monólogos do Ego na Contramão

Monólogos do Ego na Contramão do Diálogo dentro da Umbanda

"A Umbanda é um imenso caldeirão fervente onde muitos colocam a mão, mas bem poucos conhecem o seu tempero"

Pode-se observar com certa facilidade o seguinte paradoxo no meio Umbandista: aquele que afirma que sabe sobre Umbanda é o que menos sabe.

O dito "sabido" pode não comunicar esta contradição verbalmente, até porque ele poderá ser esperto demais para não fazer isso.

Todavia, levando-se em conta que a maior parte da comunicação humana é feita de forma não verbal, você poderá seguramentente inferir e constatar essa realidade pelo gestual, pelos olhos e pela formar de ser do "sabido".

Então, a partir do instante no qual você toma ciência dessa parte não verbalizada, colhida no silêncio da sua atenção, fica mais fácil de perceber às lacunas deixadas em certas frases, sempre em um tom sobremaneira assertivo e imponente, mas que nem por isso deixa de apontar à contradição no discurso. E de modo mais patente, você passa a perceber também o excessivo emprego do "eu" emitido preferencialmente no início de frases estratégicas para a autoafirmação como: "eu sei", "eu fiz", "eu conclui", "eu executei", "eu tenho", "eu sou", "eu"," eu"," eu", "eu 70 vezes 7 EU".

Mas, principalmente, destacamos que uma das amostras mais marcantes do "sabido" é que ele não está disposto a realmente ouvir você, isso não importa muito. Ele até pode se calar enquanto você fala, mas está imensamente ansioso para você terminar logo o que está dizendo, para que ele possa retomar o discurso e seguir com sua dominação, em prejuízo da comunicação.

Neste caso, uma conversa é no final das contas um mecanismo eficiente para robustecer o grande ego do tal "sabido", que a todo momento necessita do combustível " para o fortalecimento do seu EU" a fim de promover os reparos e ajustes que se fazem constantes em sua estrutura movida a partir do comportamento autocrático, por sua vez financiado e incentivado por metas agressivas, que reclamam entre outros, dois principais capitais para fazer funcionar este sistema: atenção e adulação.

Atenção e adulação; que são o contrapeso para ego em seu complexo de superioridade efetuar a compensação de seus reais sentimentos de insegurança e insuficiência, os quais ele não admite para si, e constantemente os reprimem em uma grande e terrível luta interna, que acaba por ser deslocada para o mundo, ferindo dessa maneira outras pessoas.

Por conseguinte, sua interação com outras pessoas está mais caracterizada por um monólogo do que pelo diálogo propriamente dito, pois o que está valendo aqui é dizer: "eu sei, eu domino e você deve ter a ciência disso".

Ultimamente tenho sentido cada vez mais a falta de um genuíno diálogo, onde ambas as partes deixam de existir no valioso processo do ouvir, onde sem o menor esforço ambos podem em verdade espiritualmente se unir.

Assim, fico mais uma vez com Sócrates, na sublime afirmativa do "quanto mais sei, mais sei que nada sei" e admito sem a menor cerimônia: É mais fácil saber o que fazer do que fazer o que se sabe.

Que Deus-Pai me ajude a diminuir cada vez mais à distância entre minha fala e minha prática, ainda bem grande.

Que o Mestre Jesus possa me dar forças para honrar este texto, pois acima de tudo estou primeiramente dirigindo ele a mim mesmo antes de dirigi-lo para outrem, a fim de que eu fique consciente e alerta de meu "ego inferior". Pois isto, ninguém poderá fazer por mim.

Santa Paz

Tarso Bastos