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25- Isonomia Relígio-Científica na Lei de Umbanda
25- Isonomia Relígio-Científica na Lei de Umbanda

Breves Reflexões Sobre a Isonomia Relígio-Científica na Lei de Umbanda

 

Desde a passagem de Matta e Silva, estamos acompanhando o surgimento de propostas, que esforçam-se bastante, em fazer valer um suposto discurso de inovação e ratificação da Umbanda Esotérica.Nestes discursos, constatamos todavia, um fenômeno interessante: na realidade, trata-se de teses bem ornamentadas, com termos arrojados, mas, sem argumentos plausíveis no tocante ao cerne da Umbanda Esotérica.

Em outras palavras, é uma ornamentacão de palavras e termos técnicos que nada dizem, são como que rios que desaguam no deserto, de modo que nada produzem e vivificam, não constituem campos vitais de evolução espiritual na Umbanda, não formam espirais de saberes positivos que fazem o inciado simultaneamente fortalecer e hipertrofiar suas raízes para assim, assentar sua base de atuação nas coisas de Umbanda com a devida estabilidade, a fim de que possa fazer sua consciência decolar com equilíbrio dinâmico para voos mais altos, através dos sucessivos planos existenciais de conhecimento sobre a Lei de Umbanda.

Por conseguinte quando se fala ou se discute sobre Umbanda no plano antropológico e/ou sociológico, teremos um tipo de perspectiva específica e concernente a estes campos das Ciências Sociais, onde é possível conciliar uma diversidade tremenda de dados culturais por meio de inúmeras correspondências. Assim, o amálgama ou a fusão desses elementos e, as consequentes variações nos usos e costumes e nos rituais religiosos, são obviamente encarados como fenômenos sociais e, ainda que sejam estudados, dentro de uma abordagem sistemática e rigorosamente metódica, seguem comumente, via de regra, limitados pela sua epistemologia e pelos paradigmas disponíveis pela ciência de nosso tempo.

Todavia, quando se fala de perspectiva Relígio-Científica da Ancestralidade da Umbanda do Brasil, o diálogo dá-se, em outro plano e este, é ao nosso ver, uma das mais profundas implicações que ainda levam Matta e Silva a ser tachado como elitista e etnocentrista.

Sabemos que determinadas chaves da Magia na forma de termos litúrgicos, sagrados e vibrados, foram justamente distorcidos e deturpados com perda de valores mágicos, dentre outros, pelo mecanismo da cultura de massa, muito verificado também na fusão de elementos culturais ou no fenômeno da aculturação.

Ora, a chamada Raiz de Guiné revelada através de Matta e Silva, possui vetores ou linhas-mestras entrelaçados e plenamente integrados nos campos religioso, filosófico e científico, que são por sua vez, alicerçados no Plano Astral Superior, composto pela Corrente Astral de Umbanda. Portanto, existe neste caso, consubstanciações e transubstanciações de elementos de força, que são transcendentais e superam uma análise da ciência isolada e limitada tal e qual é conhecida por nós aqui no plano terra.

Pois, enquanto as Ciências Sociais atribuem por exemplo, determinadas variações da fonética de certos termos como um fenômeno linguístico, a perspectiva Relígio-Científica dentro de seu juízo de valores, que se pautam em Princípios regidos pelas Vibrações Originais, poderá pesar na balança da Lei que, deu-se uma distorção nas chaves de pronúncia magística. E isto, implica que uma deturpação, ainda que sutil, pode promover uma alteração no magnetismo particular e original desses termos, que são também elos de expressão viventes na Lei.

Isto é, quando o sujeito emite um termo distorcido e sem alinhamento com a Lei do Verbo, perde-se uma certa isonomia de ação e reação orquestradas e coordenadas pela Lei Maior da Umbanda a partir do plano astral, que por seu lado, deixa de recair e sobredeterminar adequadamente às circunstâncias no plano físico para a efetivação da magia.

É de fato, dramática as implicações decorrentes da diferença do olhar sociológico ou antropológico para aquele relativo à consciência Religio-Científica promovida pela Lei de Umbanda.

Por isso, não se trata simplesmente de uma questão de preconceito, de etnocentrismo ou de "elitismo iniciático", mas, do ponto de vista técnico, trata-se de provar na Lei de Umbanda, determinadas afirmativas que se pautam por um olhar raso e até certo ponto atávico, que genericamente prega diversidade ou convergência de ritos e práticas da Umbanda com as Religiões Afro-Brasileiras, dentro de uma leitura simploriamente pautada nas Ciências Sociais, de modo que certos conceitos desta, são insubstancialmente extrapolados sem base relígio-científica para a Umbanda. Isto, portanto, nada nos diz efetivamente sobre Iniciação na Lei de Umbanda.

 

Erudição: isoladamente nada diz sobre habilidade magística

 

Assim, figuram-se belas teses no campo das chamadas ciências das religiões, com  desfiles de títulos acadêmicos e o estabelecimento de uma narrativa que estrategicamente, frente a este cenário, objetiva um quadro de autoridade científica em relação o público umbandista com o qual buscam interação com fins de dominação. Em outras palavras, objetivando estabelecer um campo de dominação intelectual e espiritual, subvertendo assim a Ordem Espiritual que pavimenta o caminho espiritual pelas coisas genuínas da Umbanda.

Todavia, saindo do mapa e indo para o território real e agreste das coisas de Umbanda onde "as coisas acontecem" de fato e de direito, onde se encontram as mirongas, onde se dá o jogo de forças que são profundamente implicados na direita e na esquerda junto a encruza e a calunga, com seus choques de retorno contundentes, com os casos e coisas que ocorrem na intimidade do Congá, em suma; por dentro dos reais planos de atuação sobre o lado interno da Umbanda, ainda completamente desconhecidos, temos que: todo esse elitismo unilateral quando se depara com uma "parada braba mesmo" ,de natureza traiçoeira e causticante, tende a cai por terra na hora da verdadeira práxis magística, ou na hora "H". Já se sabe da história do cão que ladra mas não morde...

A questão intelectual ou de erudição no que diz respeito a movimentação da magia na Umbanda é só uma pequenina faceta. Pois fala-se aqui de habilidade e experiência - no sentido de fazer o que se sabe, na hora certa e da maneira adequada, segundo o contexto das forças que estão em jogo-, fala-se de estar "em dia" com a Lei Kármica, segundo a conduta e a postura moral-espiritual do indivíduo. O conhecimento erudito frente o campo traiçoeiro, volúvel, inflamável e movediço inerente às forças do terra-a-terra na magia da quimbanda é semelhante ao zagueiro de futebol; este é importante para estratégia do time no jogo que está sendo jogado, mas sozinho, o zagueiro não faz o gol e muito menos ganha o jogo.

Uma pergunta: o que acontece quando o sujeito que foi roubado, assaltado, mas tem pendências criminais, vai a delegacia prestar queixa? Caso o delgado puxar o CPF dele e ver quem ele é, e o que fez, isso passará impune, só porque ele é agora a vítima e está recorrendo à polícia?

Se os Exus são a Polícia de Choque do baixo astral, e o indivíduo foi ou sentiu-se lesado por outrem, e assim vai na encruza pedir uma contrapartida na quimbanda para o tal que o feriu, mas ele, é também possuidor de pendências kármicas imediatas, o que ocorrerá com ele? Fica ai um tema a ser pensado...

 

O Todo na Umbanda: quando a parte quer se impor ao total

 

Engana-se aquele que pode com o seu ego predominar tal como um monarca sobre as propriedades da Magia regidas pela Lei. O Sistema Relígio-Científico da Umbanda coordenado pelos seus Senhores e operado no terra-a-terra pelas suas serventias -os Exus - é essencialmente isonômico, no que tange à um necessário equilíbrio global e perfeito das consciências, enquanto partes integrantes dessa totalidade ou Reino, com suas respectivas individualidades e propriedades patenteadas. A perfeição neste caso, diferentemente da concepção humana ordinária, não passa de modo algum pelo filtro de exigência de perfeição sui generis e personalística de uma única indivídualidade. Ela, antes tudo, diz respeito ao trabalho globalmente integrado de suas partes constituintes voltado essencialmente para o Todo, neste caso, dito como Corrente Astral de Umbanda, de maneira que, neste caso, tais partes - as Entidades militantes - enquanto consciências dispostas, cada qual em seu plano evolutivo e em sua faixa vibratória original, trabalham de forma integrada, com uma retroalimentação coletiva e individual sistemicamente organizada pelo conhecimento natural e consciente da Lei.

Ora, estes trabalhadores do Astral Superior na Umbanda, encaminham suas atividades de modo integrado, interdependente e plenamente  articulado com os Sete Princípios Espirituais - especialmente por meio das intermediações vibratórias que todos os Sete Orixás possuem uns com os outros - que formam a estrutura essencial da Totalidade desse Sistema Relígio-Científico. Portanto, no significado do termo Umbanda como " O Conjunto das Leis de Deus", temos que dentro desse divino conjunto, estamos também em essência nós, em Espírito. Neste caso, nossa própria consciência é essencialmente a voz de Deus-PAI ou a voz da Totalidade (dito também como: o Supremo Nome Coletivo para todas as Consciências ou Espíritos Virginais), em nosso mais desconhecido e profundo íntimo espiritual, o qual pelo conhecimento da Verdade dentro de nós, revela na libertação final, a expressão primordial da Unidade, da Lei, em tudo o que existe e o que não existe, "dentro" e "fora" de nós. 

Deste modo, na Unidade e na Corrente Astral de Umbanda que é uma das expressões dessa Unidade nessa via de evolução dependente de matéria-energia, em essência ou em termos absolutos, não há o exclusivo predomínio unilateral de uma propriedade sobre outra (monarquia). Pois na Umbanda, tudo está dentro da Unidade, sendo por isso também que a Umbanda é a Lei revelada - ainda que nesta Via dependente de matéria-energia, a Unidade se expresse através de uma Hierarquia Constituída para fins de adaptação da expressão da Unidade Virginal, onde tudo é encerrado pela Lei. Pode-se apreciar essa narrativa em praticamente toda a natureza. Por exemplo, no nosso organismo, considerando a experiência e a manutenção adequada da vida em sua totalidade: o que é mais importante o cérebro ou o estômago? Os dois, embora com funções distintas, em última análise não tem o mesmo grau de importância para manter o ser vivo no sentido deste estar consciente ou lúcido e orientado no tempo e no espaço, de modo que um não existe sem o outro, de modo que o indivíduo não vive sem a presença de um ou de outro?

Assim, a Umbanda pulsa, como um imenso sistema vivo que atravessa os diversos planos vibratórios da existência de nosso sistema planetário, estabelecendo seus ciclos e ritmos com convergência de toda a sua fenomenologia para o seu Todo Maior-UNO, sob a égide do Senhor Jesus Cristo, dito como a expressão máxima da Unidade em nosso mundo com sua pluralidade de submundos, e que assim, muito mais do que um chefe que dita ordens, é ELE um incomensurável Portal do qual partem linhas-mestras com convergência Nele, enquanto Mestre de Justiça do Planeta Terra, para o retorno das consciências a casa do PAI.

 

A Paralela Passiva da Umbanda não é meramente uma máquina de punição arbitrária

Por conseguinte, a chamada paralela passiva da Umbanda, estando assim, circunscrita ao Conjunto das Leis de Deus, não é de modo algum, um mecanismo simploriamente punitivo na acepção da palavra ou um sistema de castigo arbitrário. Quando uma parte, neste caso um ego -- esteja este encarnado ou desencarnado - tenta isoladamente predominar sobre uma outra parte, ou sobre várias partes à revelia das Leis Espirituais que partem da Totalidade ou de Deus-Pai, isso passa a configurar um quadro de doença ou de desordem na própria estrutura do dito ego, o qual será expresso no sistema humano e astral, primariamente coordenado pela Lei, como uma enfermidade, criando dessa forma uma dissonância nos vetores-mestres que propiciam o equilíbrio no nosso mundo astral e físico.

Portanto, não se trata de vingança dos Exus ou de uma mera reação arbitrária da parte deles, sobretudo, na condição de Agentes Kármicos com suas ordens e direitos de trabalho. Trata-se, em verdade, de promover um reajuste passivo daquele ego, que por si mesmo, não possui ainda a consciência, às condições e o amadurecimento necessários para ativamente - dentro da Paralela Ativa da Umbanda - se recompor, se reequilibrar, se reajustar moral e espiritualmente em harmonia com o Todo Maior e, assim, passar a ser o construtor do seu próprio caminho, da sua própria vida, segundo os ditames que naturalmente partem do Plano do seu Espírito, o qual por seu lado, ainda que incriado, expressa diretamente a face original de Deus-Pai, sem quaisquer tipos de mediadores da atmosfera construída e constituída pelas concepções humanas, com suas ideologias, dentro de um macrossistema sobremaneira monolítico, atávico e limitado em relação à Realidade Espiritual Maior.

 

Paralela Ativa da Umbanda na Iniciação: a mobilização gradual e consciente da Magia, dita como Ciência Mater, para libertação final do Espírito

Eis a via de regra observada na iniciação da Lei de Umbanda; pois na medida em que o Plano do Espírito Virginal paulatinamente se revela para a consciência do ego - destacado da Totalidade por sua própria escolha, a partir da sua queda do Reino Virginal - este, passa a dispor de uma retroalimentação cada vez mais organizada e coerente com seu Plano Crístico, como seu Supremo Coordenador, revolucionando assim, todo o processo cognitivo do sujeito, na medida em que o autoconceito deste se amplia sobremaneira, passando a transcender a personalidade humana transitória com o foco reducionista nos sentidos físicos, os quais configuram um mundo ilusório.

Eis o caminho da iniciação que se desenrola na Paralela Ativa da Umbanda, que versa fundamentalmente sobre a gradual realização da Totalidade ou da Unidade na consciência do ser, ou da consciência do ser no Todo, que assim, repercutirá positivamente, transformando na Luz e pela Luz, os seus organismos mental, astral e físico, desbloqueando-os, portanto para a plena expressão do Espírito com o pleno uso do seu potencial magístico, enquanto força inerente ou básica Dele, a qual se traduz nessa via dependente de energia como a operacionalização do Fluído-matriz magnético ou da Magia.

O ego, dito aqui como a consciência obnubilada a partir do momento em que caiu nessa Via Kármica, passando com isso a ter um obscurecimento, em função dessa queda, de sua realidade ou verdade Virginal, em um processo de resgate, de retomada das condições para regressar a sua verdadeira Via Evolutiva no Reino Virginal, tem nesse processo de evolução consciente o que é chamado de Iniciação, a qual ficará mais evidente e será plenamente revelada na chamada: Paralela Ativa da Umbanda. Na medida em que o ego passar a percorrer essa Paralela de modo consistente observando diretamente sua facticidade por si mesmo, sem intérpretes ou mediadores, este passará a gradualmente comportar e conscientemente dinamizar, essa que é de fato a única  Força básica e essencial de que seu Espírito, se serve para imantar, atrair e fixar sobre si mesmo os elementos próprios de nosso Reino Natural em sua "natura naturandis", conforme nos diz Matta e Silva.

O ego, então, na medida em que vai percorrendo a dita Paralela Ativa, sendo um construtor e organizador ativo do seu caminho iniciático, vai recobrando sua Consciência Virginal pelo trabalho missionário, concomitantemente na proporção em que também vai equilibrando o seu carma ou queimando suas pendências karmânicas com esse reino. Assim, ele vai ativamente aprendendo a conscientemente mobilizar essa Força Primordial, a qual desde sempre esteve com o seu Espírito como um fato próprio de sua natureza vibratória, assim conferida como uma mercê pelo Poder Supremo, desde o instante em que ele desejou essa Via Kármica dependente de matéria/energia. Este Fluído-matriz magnético ou Magia  é desse jeito processado, mobilizado, operado ou movimentado em beneficio de todas as consciências que estejam necessitadas de acolhimento, propiciando ao ser a definitivamente superar assim, o seu Karma nesta via evolutiva, que ainda não é a sua original - e não para "brincar de mago" como alguns concebem.

Entendemos que as nove obras de Matta e Silva são de fato herméticas, porque não somente contém, como também disponibilizam para a consciência, chaves - que são ELOS viventes da LEI - que facultam o acesso às realidades magísticas superiores, que na medida do merecimento de cada um, poderão deflagrar processos de conscientização das Leis, que regem a dinâmica de movimentação e o conhecimento positivo para a operacionalização do Fluído-matriz magnético, para o "conhece-te a ti mesmo", na proporção em que o sujeito passar se doar para a caridade no silêncio do templo.

Todavia, existe um primeiro e fundamental passo, para que o conhecimento e a habilidade de manejo ou movimentação deste tipo de conhecimento seja encaminhado positivamente: a reforma íntima; que deve ser feita de maneira despretensiosa de qualquer visibilidade e poder social, sem necessidade de "holofotes" ou de alarde, pois que o templo do Espírito é o silêncio absoluto, de modo que quando nada se espera de ninguém, tudo pode acontecer a partir do Todo.

 

Inobservância do Plano Relígio-Científico em sua totalidade nas teorias que pretendem "ratificar" o Esoterismo da Umbanda

 

Fala-se sobre "ratificação" da Umbanda em seu esoterismo ou lado interno, todavia assim foi e continua sendo feito sem a presença de uma substância iniciática verdadeira, ou sem despertar a Força causal que torna rediviva nas consciências a Iniciação na Lei de Umbanda. Pois nada foi concretamente provado ou, pelo menos, positivamente demonstrado segundo a totalidade do Sistema Relígio-Científico da Umbanda, especialmente por intermédio da Lei do Verbo. Esta Lei em composição com os Sinais riscados da Lei de Pemba, estando estes matematicamente e sonometricamente situados com um modus operandi autológico na Proto-Síntese Relígio-Científica da Ancestralidade da Umbanda, com convergência total desse Planisfério para a Potência do Cristo Planetário, simbolizado pela Cruz em seus Sagrados Mistérios, a qual é a centralidade ou o núcleo primordial dessa Proto-Síntese, se mostra fundamental para embasar qualquer pretensão de reinterpretar ou de ressignificar o esoterismo da Umbanda, tal como foi disponibilizado através de Matta e Silva. Muito particularmente, não houve até o momento uma exposição coerente que justifique essa tese de "ratificação" da Umbanda Esotérica, segundo a Lei de Pemba, a qual de fato e de direito, mediante ao reconhecimento e outorga do Astral Superior é o veículo astral que pode ratificar e retificar os sete caminhos do indivíduo ou da coletividade, segundo os ditames dos Tribunais Kármicos -- inferiores e superiores -- por meio do manejo das Forças que partem dos quatro cantos do mundo. 

A sistemática visão e revisão da Proto-Síntese da Umbanda, por meio do caminho iniciático, no silêncio do Templo de cada um, permitirá compreender a superestrutura astral da Umbanda, em sua alta expressão na Magia, através de suas Entidades Superiores Militantes, que assistem este processo e o seu respectivo desdobramento sobre nossa infraestrutura astral e física no universo humano, executados em equilíbrio com a Lei pelos Senhores da quimbanda. Contudo, quando se fala em silêncio, fala-se em olhar para dentro de nós e, ver ai mesmo, o Uno nos Versos ou a Atuação, por acréscimo, das IDEAÇÕES do Centro de Consciência-Una sobre o Reino de Energia-massa. 

Por conseguinte, este discurso sobre uma "repaginação" ou "retificação" da Umbanda Esotérica, quando analisado dentro de uma observação mais criteriosa, segundo à visão hermética estabelecida pelas próprias obras de Matta e Silva, aliadas com um caminho iniciático já percorrido, revela uma grosseira malversação do legado de ensinamentos que foram deixados através da mediunidade do velho Matta. Ensinamentos esses, que foram estruturados por uma narrativa cuidadosamente estabelecida, calcada por um real mediunato e defendida, na medida em que especialmente, esta, fora praticada por Matta e Silva durante toda sua vida iniciática na Umbanda e para a Umbanda, com congruência incontestável, dentro de uma total entrega e desprendimento pessoal, até o seu derradeiro instante neste mundo - ainda que atormentado pela traição explicitada por um de seus filhos de santé.

O que é do imaginário popular e não pode ser provado ou pelo menos, positivamente demonstrado na essência da Lei de Umbanda, não é de Umbanda.

 

Santa Paz

 

Tarso Bastos