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Fevereiro de 1955
Fevereiro de 1955

Em sua edição de fevereiro de 1955, o JORNAL DE UMBANDA, publicava mais um artigo de W. W. da Matta e Silva.

 

http://images.comunidades.net/umb/umbandadobrasil/eue_pagina_9_fevereiro_de_1955.JPG

 

MESAS REDONDAS

No mês de janeiro último ficou deliberado que para dar maior desenvolvimento a essas interessantes reuniões que a União vem mantendo todas as terças-feiras, 8,15 às 10 horas da noite, seria conveniente a distribuição de temas previamente aprovados, os quais seriam discutidos em sequencia.

Escolhidos que foram os 7 primeiros temas, ficaram encarregados vários chefes de terreiro de apresentar um estudo escrito que servirá de base para as discussões em mesa redonda.

- Banhos de descarga – Estudo pormenorizado de sua composição – Relator: Manoel Rodrigues Castro.

- As Linhas de Umbanda – Sua divisão, classificação e influências Relator W. W. Mata e Silva;

- Forma e Apresentação dos Espíritos na Umbanda – Relator: W. W. Mata e Silva;

-Interpretação dos Pontos Cantados – Relator: D. Martha Justino;

- Interpretação dos Pontos Riscados – Relator: W. W. Mata e Silva;

- Uso de palmas e tambores- Relator: Luís Nunes batista;

- O Médium na Umbanda – Relator: Frederico Gross Alves.

Ficou estabelecida a seguinte ordem para os trabalhos:

  1. O Relator fará sua exposição sem ser aparteado;
  2. Terminada a leitura da matéria, inscrever-se-á os oponentes a quem será dada a palavra na ordem, no máximo duas vezes, restrição que não atinge ao relator, que fará uso da mesma as vezes necessárias a justificar seu ponto de vista e esclarece-lo;
  3. Embora públicas as mesas redondas, só poderão tomar parte na discussão das teses, os chefes de terreiros, subchefes e presidentes de Tendas, ou escritores e jornalistas especializados no assunto, ou outras pessoas admitidas especialmente com permissão dos trabalhos e dos componentes da mesa redonda.
  4. O vice-presidente do departamento de religião nomeará um secretário para que fiquem registrados os resultados e conclusões alcançadas nas mesas redondas, os quais serão encaminhados à Comissão de Confecção de Livros.

À medida que outros chefes de terreiros se interessem por novos temas serão feitas novas indicações de relatórios de acordo com o interesse que os mesmos demonstrem de estuda-los.

Mensalmente iremos publicando a pauta dos trabalhos, excluindo os estudados e incluindo os novos com seus relatórios.

Convocamos os chefes de terreiros para que tomem parte nessas mesas redondas, que já vem dando excelentes resultados e muito mais poderão produzir

 

 

 

"A PONTA DO VÉU"

(UMBANDA DE TODOS NÓS)

Por W. WILSON DA MATTA E SILVA

Da Tenda Umbandista Oriental

 

Sonha alma de Umbanda... sonha a transfiguração do Infinito Existente no irrealizável Presente... e desperta na prova Real da “forma”, que os números do Destino SOMOU em Causas e Efeitos...

 

E não permitas, jamais, que teu “duplo em fuga” se transporte ao Grande Templo, situado “naquelas regiões” do Ilimitado Cosmos, onde as sete portas não tem chaves, nem os Sete Véus encobrem as Sete Vibrações Viventes: onde a palavra é SOM, COR e LUZ e que neste pobre linguajar humano não podes traduzir, limitado, como estás, pelas densas roupagens com que te revestiste, para galgar os planos que conduzem a Eternidade Consciente.

 

Porém, voltando a “inconsciência do momento”, recordações de “verdades perdidas” que compõe a Lei, jorram em borbotões, sobre o mental de um pequenino “eu”...

 

E como, Oh! ZAMBI ILUMINADO, como expressá-las no meio ambiente, onde a letra é forma e o raciocínio se aferra ao “frio veículo”, dos textos e das fórmulas, que conferem quilométricas culturas, não divisíveis por um centímetro “daquilo” que somente flui pela Mente Espiritual e que se conhece como Dom da Sabedoria.

 

Mas, é necessário tentar dizer o que para muitos não será difícil entender: Irmão meu, que vives nas brumas ilusórias do exterior, eu conheço teu drama; tu o trazes estampado nos olhos, nas faces e na voz, pelas flexões que tomam, quando interrogas ou respondes, exteriorizadas na ânsia de saber coisas, que viriam acalmar as dúvidas que moram em tua habitação mental, mormente na angústia dos “porquês” refreados, que desejarias gritar a quem de fato os pudesse responder...

 

Assim, irmão-médium, não perguntas a este ou aquele: e sim aos Orixás, Guias e Protetores...

 

Mas, para conseguires realmente que eles falem “em ti”, deves estar com o teu mediúnico afinado e para isso, aceita um conselho amigo: usa “essa chave”, ela abre certo conhecimentos do mecanismo da chamada incorporação, que é a mais usada na Umbanda atual, pela qual, por teu esforço, descobrirás o que está faltando para “teu caso”, ei-la: o corpo físico é um simples boneco, NÃO É NELE que se DÁ o ATO da incorporação; ele apenas externa os EFEITOS como máquina palpável e visível.

 

Busca e identifica esse fenômeno no teu CORPO ASTRAL que tu mesmo, ser pensante mental, empresta para que outra alma afim, REVESTIDA DA MESMA SUBSTÂNCIA ASTRAL, faça fixação ao ENCONTRAR FLUÍDOS SEMELHANTES, e daí, por intermédio do teu “duplo grosseiro” vitalize e dirija sua vontade inteligente sobre essa mesma MÁQUINA FÍSICA que é TUA, mas que estás cedendo, pela força do mediunismo que te é inerente.

 

E esses FLUÍDOS SEMELHANTES terás:

 

1º ) identificando tua VIBRAÇÃO pela Entidade de Guarda;

 

2º) RELACIONANDO-A com elementos da natureza (ÁGUAS, VEGETAIS E MINERAIS), para deles usares os átomos vitalizantes que limpam e fortalecem tua aura física, pois que, quase em maioria, eles estão compondo teu corpo material;

 

3º) que para entrares na “mironga certa”, como por exemplo, os BANHOS E ERVAS PARA DIFERENTES FINALIDADES, terás que rasgar esse atestado de incapacidade ao adquirires os famosos banhos de balcão, de ervas secas sem CONTROLE DE PESO, QUANTIDADE E QUALIDADE e, que não estão em relação com a deficiência de “cada um” quer pela dita vibração original, quer pela influência dos astros em suas composições.

 

Outrossim, para melhor entendimento, não relacione as palavras “influência dos astros”,  somente como expressão na Astrologia e sim como a MAGIA criadora das vibrações Cósmicas, que influíram na gestação do teu humano ser.

 

Enfim, deves compreender que esses banhos de descarga que “abrem caminhos” ou “cortam isso ou aquilo”, comprados feitos, e esses defumadores também nos mesmos moldes, NÃO TRADUZEM, de maneira alguma, as qualidades adequadas aos FLUÍDOS NEGATIVOS OU POSITIVOS que se façam necessários em CADA CASO.

 

E é, sem sombra de dúvidas, que se pode garantir, não ter partido de nenhum Orixá, Guia ou Protetor, SEJA DE QUEM FOR, a afirmativa de que o USO DESSAS DITAS COISAS, sejam de fato e de direito o que Eles TENHAM COMO VERDADEIRAS.

 

Além disso, fica sabendo que os legítimos banhos de ervas SÃO CONTRABALANÇADOS DENTRO DE CERTA MAGIA, portanto, não servem apenas, para CRIAR SUGESTÕES DE FÉ: Jogam com DETERMINADAS FORÇAS, que somente as Entidades estariam capacitadas a COORDENAR.

 

E ainda, se teu Dom está identificado como pertencente ao plano de Umbanda, não “vivas” somente apegado ao Livro dos Médiuns de Kardec. Essa admirável obra te dará uma boa doutrina e excelente moral, mas quanto à maneira prática de desenvolver as diferentes faculdades mediúnicas, naquele livro é abordada muito por “alto”. Não ensina como se processa o mecanismo de “fixação e ligação” e muitos menos na dita incorporativa, que nem citada claramente é.

 

Ora, a Umbanda está interpenetrada por inúmeros e excelentes médiuns, mas que deveriam estar no plano Kardecista, no qual suas “aptidões” estariam assim como que em “terreno próprio” e teimam em querer que nossas Entidades tomem “conta deles”, afastando assim seus Protetores, que não estão INTEGRADOS NEM ORDENADOS, na LINHA, LEGIÃO ou FALANGE, isto é, não podem usar as “três formas” que EXPRESSAM e IDENTIFICAM OS COMPONENTES DA LEI, quais sejam dos CABOCLOS, PRETOS-VELHOS E CRIANÇAS, pois somente os SETE ORIXÁS PRINCIPAIS DE CADA LINHA SÃO SEM FORMAS, porque são NÃO INCORPORANTES.

 

E é por isso que os VIDENTES nas Tendas de Umbanda veem Espíritos de aparências várias, pensando ser os “mesmos nossos”, causando interpretações errôneas, porque desconhecem que aqueles estão por ali, por terem obtido permissão para isso e aguardam, pacientemente que seus aparelhos se encaminhem para o setor que lhes é próprio, porque FORMA PROPRIAMENTE DITA, é a “vestimenta” que o Espírito adquiriu através de encarnações sucessivas: É A SOMA DE UM KARMA. Essa é velada completamente por uma das TRÊS CITADAS quando, por seus conhecimentos, é chamado a cumprir Missão na Grande Lei de Umbanda.

OBS.: Essa série de artigos continua com o mesmo título... 

http://images.comunidades.net/umb/umbandadobrasil/Fevereiro_de_1955_a_ponta_do_v_u.JPG