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Encruzilhas de ruas, cemitérios e cruzeiros
Encruzilhas de ruas, cemitérios e cruzeiros

Revela lamentável falta de entendimento ou total ignorância das mais simples regras da Corrente Astral de Umbanda a criatura que se diz ou pretende ser umbandista praticante, quando faz os chamados “despachos” para Exu nas encruzilhadas de nossas ruas...

 

Muitos, ao procederem assim, ou têm consciência do mal que estão fazendo – do que duvidamos muito – ou estão cegos pelo “fanatismo tradicional” de certos “terreiros” que os induzem a levar oferendas para Exu nas encruzilhadas de ruas.

 

Já o dissemos e reafirmamos agora, alto e bom som, que Exus de Lei, guardiães ou cabeças de legião, não fazem o seu “habitat vibratório” nesses ambientes, isto é, não operam diretamente nessas encruzilhadas.

 

É preciso lembrarmos mais uma vez que, quem opera, quem infesta esses lugares, são as diversas classes de espíritos atrasados, dentre os quais chamados quiumbas – esses grandes marginais do astral...

 

É necessário sempre se ter em mente que as encruzilhadas de ruas são verdadeiros sugadoros das mais diversas ondas de pensamentos, mormente as negativas de toda espécie, pois que são pontos onde as criaturas passam por caminhos que se cruzam, criando e alimentando assim um constante cruzamento vibratório de pensamentos que se repelem ou se atraem, por afinidades, e por causa disso mesmo são escolhidas as encruzilhadas como os pontos de concentração preferidos pelo que há de mais baixo no astral inferior...

 

E para darmos mais um simples exemplo de relação, é bastante lembrarmos que em quase todas encruzilhadas de ruas existem botequins nas suas esquinas, isto é, casas onde se ingere bebidas alcoólicas, embriagam-se, brigam e proferem palavrões etc...

 

Já por aí se vê que a formação vibratória desses ambientes tem, forçosamente, que ser baixa.

 

Espíritos viciados, perturbados, odientos, vingativos, brigões, enfim, tudo quanto se pode qualificar como marginais do astral dos mais inferiores planos e condições, procuram ávidos esses pontos de concentração – chamados encruzilhadas de ruas – para vampirizar, perseguir e saciar desejos, bem como atacar, perturbar e seguir os encarnados que por ali passarem de “portas abertas”, isto é, dentro de condições vibratórias afins. Assim é que, quando se adapta um desses tais “despachos”, aí é que eles vibram de contentamento, porque caem verozes em cima da oferenda e marcam logo a aura ou corpo-astral do infeliz ofertante, para segui-lo e daí poderem se insinuar sutil e seguramente em seu psiquismo, a fim de sugerir-lhe, sempre que desejarem, mais oferendas, ou seja, mais “despachos”etc... Não largam mais a presa e acabam fazendo do pobre e ignorante ofertante um escravo.

 

Portanto, cremos que ficou bastante claro e compreensível que não é nesses ambientes de encruzilhadas de ruas que o verdadeiro Exu “habita” ou tem seu “campo vibratório de trabalho”, sabendo-se que o Exu de Lei (assim como o Sete-Encruzilhadas, o Marabô, o Tranca-Ruas, o Tiriri, a Pomba-Gira e outros, tão difamados e vilipendiados pela ignorância e pela maldade dos maus filhos-de-fé) cumpre uma função karmica. Não é nenhum espírito boçal, ignorante ou atrasado, no sentido que lhes emprestam, pois muitos desses Exus citados já foram, em encarnações passadas, até reis ou altas personalidade, na ciência, na política, no militarismo e até grandes sacerdotes num passado longínquo. O porquê de terem decaído ou se colocado nessas condições kármicas, só eles é que sabem, ou melhor, só quem pode responder a isso corretamente são os Tribunais do Astral, que os colocaram nessa faixa, ou nessa função, porque, não resta a menor dúvida, são grandes magos negros, têm conhecimentos poderosos nesse mister... e naturalmente a eles está afeto o trabalho de controlar, frenar as variadas legiões de marginais do baixo astral...

 

Assim é que, se um necessário trabalho não for encaminhado através deles – os Exus de Lei, esses que estão (repetimos) dentro de uma função kármica, não tomam conhecimento direto por nenhuma oferenda posta nessas encruzilhadas de ruas, a não ser que, em condições expcionais, peçam que ali sejam depositadas.

 

Fora disso, botar oferendas nesses locais é alimentar o astral-inferior e viciado que não faz nada e ainda fica em cima do infeliz que assim procede, rondando-o e instigando-lhe a mente com sutis sugestões, para que ele volte sempre a esses ambientes, com os mesmos tipos de oferendas.

 

A mesma coisa acontece com os ambientes dos cemitérios, porém, a coisa por ali assume de fato aspectos perigosíssimos. Vamos clarear aqui os entendimentos, porque, depois de se ler isso, achamos difícil uma criatura, conscientemente, fazer “trabalhos” ou oferendas nos cemitérios ou nos seus cruzeiros, ditos das almas...

 

Bem – dentro do que há de mais certo, de mais positivo nos ensinamentos ocultos ou esotéricos de todas as correntes e, principalmente, da nossa, os cemitérios são considerados como verdadeiros depósitos de larvas, cascões astrais, matérias em decomposição, odores e gases internos, formando tudo isso uma espécie de ambiente astral altamente negativo e afim ao que há de mais trevoso no baixo mundo astral...

 

Além disso, são locais que, pela sua própria condição ou finalidade, absorvem e concentram pensamentos ou ondas mentais inferiores, assim como, de tristeza, de saudades e prantos, de desespero e de agonias várias, dos humanos seres que para ali acorrem em visita a “seus mortos”.

 

Ora, não só é do conhecimento dos iniciados umbandistas, bem como o é de todos os magistas e ocultistas de fato, que, pelos cemitérios, habitam ou fazem pouso três classes principais de espíritos, duas das quais das mais baixas condições...

 

No primeiro lugar (ou classe) vamos citar a dos espíritos pertubadores por várias causas e que, pela natural inferioridade de seus entendimentos, costumam ficar assim como que “presos” a seus cascões astrais (que podemos considerar como uma espécie de emanação do que resta de seus corpos físicos, aos quais eles se aferram, alimentando assim, pelas ondas repetidas de pensamentos emitidos com a persistência deles junto ao local das sepulturas, a consistência fluídica que dá formação a esses citados “cascões...).

 

Nessas condições, podemos considerá-los como (no linguajar comum aos terreiros) “almas penadas”, aflitas, desesperadas, suicidas, homicidas, enfim, a todos que, por violentas pertubações psicoespirituais, ainda não se libertaram dessas ditas condições e permanecem nesses locais... Até serem libertados pelos grupos de socorro especializados nesse mister no mundo astral ou pelos nossos Guias e Protetores da Corrente Astral de Umbanda...

 

Esses espíritos vivem penando por ali e são “presas” fáceis nas mãos de outra classe de espíritos que costumam conduzi-los para todos os afins e que na gíria de Quimbanda são denominados de “rabos de encruza” ou como nós chamamos na Umbanda propriamente dita – “Exus-Pagãos”... do 1º e 2º ciclos.

 

Então, vamos qualificá-los como a 2º classe. Sobre esses “rabos de encruza” ou “Exu-Pagãos”, vamos falar com certo cuidado. Não podemos nem devemos “abrir muito o campo” para que disso não se aproveitem nossos irmãos “quimbandeiros encarnados”... que andam à “espreita” de como penetrar nesse “mistério”...

 

Esses “rabos de encruza” são os verdadeiros intermediários dos Exus de Lei – os cabeças de legião – para esse meio, isto é, para o meio dos outros espíritos que vivem e agem nesse “campo vibratório” chamado de “morada dos mortos” ou cemitérios...

 

Bem como só saem dali para “gravitarem” nas “órbitas” das encruzilhadas de ruas, por isso mesmo é que tomam a denominação – de “rabos de encruza” – e o fazem à cata dos restos dos despachos ou das oferendas, de misturas com os “quiumbas” e muitas vezes, a serviço dos próprios Exus-Guardiães...

 

Esses Exus-Pagãos, quando no 1º Ciclo da fase de elementais, nem nome têm, nem procuram tomar uma identificação própria.

 

Só começam a se preocupar com isso quando já no 2º Ciclo da fase de elementais. Aí é que se fazem conhecer (de acordo com suas afinidade) como Exu-Caveira, Porteira, Exu-das-Almas, Exu-Cruzeiro etc., ou em sentido genérico, como a “legião dos omuluns”...

 

Porque, convém lembrarmos, no 3º Ciclo ou fase final dessa função ou condição kármica, estão situados os Exus-Guardiões – cabeças de legião...

 

Existe uma forma especial de lidar com esses Exus-Pagãos. Existe uma maneira apropriada de se ofertar para eles. Existem pontos riscados especias, aos quais eles obedecem. Isso é “segredo de magia” dos Exus-Guardiões, dos Guias e Protetores e de raros iniciados umbandistas – médiuns que têm realmente ordens e direitos de trabalho.

 

Sobre isso nada podemos adiantar. O que podemos dizer é que eles são terríveis. São, realmente, os “executores diretos” de certos trabalhos pesados de baixa-magia. São os arrebanhadores diretos dos espíritos que discriminamos como da 1.ª Classe ou das “almas penadas”...

 

Portanto, não é negocio, não é aconselhável se lidar com eles sem a cobertura dos Exus-guardiães ou sem ordem ou direção dos guias e Protetores – nossos caboclos e pretos-velhos...

 

Eles são tão terríveis e astuciosos que, qualquer “despacho ou oferenda” que se faça nos cruzeiros dos cemitérios, cai logo na faixa deles, pois fazem imediatamente o “cerco” sobre os humanos ofertantes para tirar proveito...

 

E ai dos médiuns ou pretensos médiuns, ditos “babás de terreiro”, que forem useiros e vezeiros nessas práticas! Se, realmente, não recuarem ou forem socorridos em tempo – podem se considerar escravizados a eles...

 

Mormente quando a criatura praticante faz o tal despacho pretendendo o mal de alguém! Aí é que eles tomam conta mesmo do infeliz encarnado ofertante. Acompanham-no, tomam pé e o envolvem de tal maneira, se infiltram de tal forma em suas ações psíquicas que acabam fazendo dele um “farrapo humano”, prejudicando até os que, ingenuamente, estão em torno dele ou os que seguem a sua orientação.

 

Portanto, não é negocio, não é aconselhável se lidar com eles sem a cobertura dos Exus-guardiões ou sem a ordem ou direção dos Guias e Protetores – nossos caboclos e preto-velhos...

 

Eles são tão terríveis e astuciosos que, qualquer “despachos ou oferenda” que se faça nos cruzeiros dos cemitérios, caem logo na faixa deles, pois fazem imediatamente o “cerco” sobre os humanos ofertantes para tirar proveito...

 

E ai dos médiuns ou pretensos médiuns, ditos “babás de terreiro”, que forem useiros e vezeiros nessas praticas! Se, realmente, não recuarem ou forem socorridas em tempo – podem se considerar escravizados a eles...

 

Mormente quando a criatura praticante faz o tal despacho pretendendo o mal de alguém! Aí é que eles tomam conta mesmo do infeliz encarnado ofertante. Acompanham-no, tomam pé e o envolve de tal maneira, se infiltram de tal forma em suas ações psíquicas que acabam fazendo dele um “farrapo humano”, prejudicando até os que, ingenuamente, estão em torno dele ou os que seguem a sua orientação.

 

Agora vamos falar da 3.ª classe – que supera tudo o que dissemos sobre os outros – a dos espíritos vampiros, ou melhor, pelo linguajar de guerra de nossos pretos-velhos... “Das hienas do baixo mundo astral”...

 

Esses vampiros ou hienas do baixo mundo astral são o que na interpretação simples dos terreiros se chamam “omuluns”... (“os que dizem chefiar a linha das almas” – fazendo referência a essa citada primeira classe: almas penadas, aflitas etc., o que é um conceito errôneo).

 

Até nos “treme” a pena, ao nos prepararmos para levantar mais esse véu ou essa questão, muito embora o faças-mos da maneira mais leve possível. Porem, temos que o fazer no inadiável dever do esclarecimento e também no propósito de tentar a salvação de irmãos que, cegos pela ignorância por ali trafegam com “seus despachos”, sem saberem que, com a repetição dessas praticas, estão assinando suas “sentenças kármicas”, pois que ficam comprometidos, “presos” a esses sugadores infernais e quando desencarnarem, serão mesmo sugados para certas regiões ou “antros de trevas” do astral inferior, por esses vampiros ou por essas hienas a quem eles tanto alimentaram com oferendas grosseiras...

 

Pois que, esses espíritos vampiros não são nem o que podemos considerar como os citados Exus-Pagãos, dos 1º e 2º ciclos de evolução na faixa vibratória dos Exus de Lei...

 

São, em realidade, seres espirituais que, por circunstâncias que fogem completamente a uma explicação cabível nesta obra, nem ainda encarnaram uma só vez... Não têm nem um “corpo-astral” ainda aplicável ao reino hominal.

 

Vivem e se “alimentam” dos odores ou das putrefações cadavéricas e sentem irresistíveis desejos pela vida carnal, bem como por todo tipo oferenda pesada, que leve sangue, carnes, álcool e coisas similares...

 

Infelizes, desgraçados dos praticantes de baixa magia que botam esse tipo de oferenda nos cruzeiros dos cemitérios ou mesmo dentro deles ou nos portões...

 

Vão provocar a “luxúria”, os desejos mórbidos desses vampiros e vão também perturbar mais ainda essa 1º classe – dita como “almas penadas”...

 

Vão provocar reações tão tremendas neles e em torno de si, nos seus ambientes de trabalho, no lar etc., isto é, em seus familiares, sem falar no ambiente de seu próprio terreiro – caso seja ele um desses tais “chefes-de-terreiro”.

 

Então, se for médium mesmo, vais sofrer tremendos impactos fluídicos de larvas sobre sua aura ou seu perispírito (corpo-astral) que, em conseqüência, seus fluidos neuromediúnicos decairão tanto, a ponto de os perderem completamente ou se reduzirem a 20 ou 30% de sua vitalidade mediúnica. Há, em linguagem mais simples, uma queda fatal na mediunidade de quem realmente a tenha...

 

Para darmos apenas mais um simples exemplo, podemos afirmar com toda a certeza que, se a criatura médium for apenas uma vez a esses locais para fins de tais trabalhos – ligados a esses tipos de oferendas, pode procurar imediatamente os socorros espirituais de uma boa Tenda de Umbanda, porque, senão, vai ver o que acontecerá para o futuro em sua vida...

 

E se o médium ofertante for mulher o caso então assume outros aspectos. Eles – as hienas do baixo astral – têm uma tremenda atração pelo sexo feminino, por causa do catamênio (fluxo menstrual) e se infiltram por suas sutis correntes nêuricas que têm ligação e que provocam o citado fluxo menstrual ou sanguíneo e não saem mais da faixa da infeliz médium.

 

Daí começa a aparecer nela – a mulher médium praticante dessas coisas – uma série de distúrbios imprevisíveis e de “estouros” de toda espécie, inclusive incuráveis doenças útero-ovarianas e acentuado histerismo, assim, em conseqüência, é comum acontecer os desmantelamentos dos lares, os amantes, enfim, vem a decaída, a queda fatal... Pudera! Ela está sendo “trabalhada”, sugada, impulsionada e não sabe disso!...

 

E se a pobre médium for uma dessas tais “babás de terreiro” que vivem da indústria dos “despachos” para os cemitérios e lá comparecer na fase de sua menstruação ou mesmo quando já estiver com os sintomas precursores dela, então... Nem é bom dizer o resto...

 

Mas – então? Estamos “proibindo” realizar “trabalhos” por ali? Não! Longe disso! O que estamos é alertando para certos tipos de “trabalhos”, dentro de certas condições e para fins, por quem não tem ordem e direitos de trabalhos. Por quem não tem competência, por quem não tem os conhecimentos indispensáveis dentro da linha justa da caridade, quando o caso requer a penetração nesses ambientes...

 

Em suma: só se devem fazer certos e necessários trabalhos nesse setor quando a ordem parte de uma entidade mentora, de um Guia, de um Protetor, isto é, de um caboclo ou preto-velho de verdade, que se responsabiliza e sabe como manda, como faz e como encaminha o dito trabalho. Porque ele faz a cobertura espiritual, toma precauções especiais, quer por cima, quer por baixo. Fora disso, é suicídio mediúnico espiritual ou Kármico...

 

 

Livro: Segredos de Magia de Umbanda e Quimbanda

W. W. da Matta e Silva (YAPACANI)