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23- Deturpações na Lei de Umbanda
23- Deturpações na Lei de Umbanda

                          Deturpações na Lei de Umbanda
 
                              Foto de TUO CPB RJ.
Para aqueles que já vem de algum tempo acompanhando toda a trajetória ou desdobramento do que se entende como Umbanda Esotérica, após a passagem de Matta e Silva, iniciou-se um ´´movimento´´ dito como de ´´retificação´´ da Raiz de Guiné, onde uma série de teses e modelos de ritos ou práticas, foram formulados e diretamente associados a figura de Matta e Silva, junto a todo o seu legado de conhecimentos disponibilizados nas suas obras.
Desse modo, o que foi trazido por ele e ficou denominado como Umbanda Esotérica, proporcionou por seu turno, posteriormente ao seu desencarne, uma plataforma de sustentação, onde lobos com pele de carneiro puderam se apoiar, dadas às condições de fama e de prestígio associadas ao velho Matta e a Umbanda Esotérica.
Esses elementos criaram um grande potencial disponível para o recrutamento de substancial quantidade de pessoas para esta causa, propiciando como efeito, um poderoso aplicativo para mobilizar e direcionar os simpatizantes ou adeptos da Umbanda Esotérica. Todavia, ´´o direcionar´´ tem também os seus dois lados da moeda e, esta, é a grande questão...
De fato, muitas afirmações que são propagadas como ensinamentos atribuídos à Umbanda Esotérica e, que são colocadas dentro de um contexto liderado por pessoas, que se esforçam por universalizar a sua legitimidade em ser a todo custo o carro-chefe, que conduz o legado deixado por Matta e Silva, se dão tão somente pelas suas bocas  e, com efeito, assim se constituem tão somente, na órbita de sua influência por meio daqueles que de algum modo se identificam com suas ideias, sendo os mesmos, quase sempre recém chegados às coisas da Umbanda. Pois, para quem já vem caminhando a algum tempo, fatalmente o joio é separado do trigo, e o que é do seu cerne em razão de seu caminho espiritual verdadeiro na Umbanda, passa a ser selecionado em relação ao que é do homem com sua estrela de cinco pontas invertida, que assim deixa sua coroa mediúnica enterrada nas terras da ignorância,  erradicando deste modo qualquer tipo de Luz, e para aqueles que buscam unicamente a Luz, este tipo de situação passa a ser intolerável.
 
Por mais que W. W. da Matta e Silva nos tenha deixado nove obras que sintetizam formidavelmente às bases da Umbanda no seu lado interno ou esotérico, dito por ele mesmo, como tendo uma gama de conhecimentos especializados nos quais existe essencialmente uma concepção de valores atribuídos e revelados pelo Astral Superior, ainda sim, a ação implacável do rolo compressor chamado ignorância, tem diluído bastante nas consciências, conceitos fundamentais que podem seguramente nortear uma prática equilibrada nos terreiros, que se dispõem a seguir a escola de Pai Guiné.
E este norteamento ou direcionamento coordenado é de fato uma possibilidade, porque antes de tudo, estes conceitos que passam por deturpações, estão assentados como dissemos, em concepções essenciais de valores espirituais básicos, que nossas Entidades tanto se esforçam para que nós, antes de qualquer coisa, possamos compreender e viver com plenitude o que foi compreendido.
 
A questão portanto é empreender uma reflexão crítica sobre determinadas afirmativas inconsistentes e até mesmo contraditórias, que deliberadamente, foram e continuam sendo assimiladas sem qualquer tipo de cuidado, ponderação e pesquisa, especialmente, por parte daqueles que se dizem praticantes da Umbanda Esotérica. É realmente interessante como uma afirmativa apreendida ou introjetada sem uma maior análise pode ser defendida por muitos e, consequentemente, ganhar sustentabilidade, passando a se constituir dessa forma como um conceito amplamente divulgado.
No ponto em as coisas se encontram no que se entende como iniciação na Umbanda, não se trata unicamente de "um outro ponto de vista" sobre a Umbanda Esotérica, o qual, diga-se de passagem, vem por meio dos seus porta-vozes, insistentemente clamando por atenção, para que possam conquistar créditos de adesão do grande público umbandista para as chamadas; "retificações e ratificações" nas coisas da Raiz de Guiné.

 

 

SE TRATA DE PROVAR NA LEI O QUE É DITO, SÓ ISSO.

 

 

A Umbanda segundo Matta e Silva, é um sistema Relígio-científico que encerra e movimenta os aspectos ritualísticos, litúrgicos, terapêuticos, mágicos e científicos.

 

 

Portanto, prove-se de fato e na Lei de Umbanda: a validade, os pressupostos, os critérios, a base... em suma, prove-se todos os fundamentos epistêmicos e metafísicos de acordo com a Lei de Pemba, integrada por sua vez, na Proto-Síntese Relígio-Científica da Ancestralidade da Umbanda do Brasil, a validade espiritual dessa "Umbanda Esotérica Revigorada".

 

Nada foi provado até o momento. Repito: Absolutamente, nada foi provado.

 

 

Existe muita "teoria", muita falácia e, pouca ação concreta no conhecimento da Lei e, com efeito, na tradução e exposição de uma linha de pensamento coerente e organizada, com substância iniciática verdadeira, em harmonia com o Todo Maior, que diz respeito a essa Umbanda de Todos Nós.

 

 

Este é o nosso diálogo; falar sobre aquilo que podemos provar...

 

Santa Paz

 

Tarso Bastos