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Casos e coisas de Umbanda. Caso B
Casos e coisas de Umbanda. Caso B

Casos e coisas de Umbanda. Caso B

Extraído do livro Umbanda e o poder da Mediunidade de W.W. da Matta e Silva.

 

A experiência de Matta e Silva desmanchando trabalho de magia negra.

 

Há trinta anos (atualmente seria +/- 60 anos atrás), tivemos outro caso, que servirá de exemplo para os que ainda não estão aclimatados com as manhas do astral inferior e com as regras da magia.

 

Fazer e desfazer, cortar e encaminhar tem seus “segredos”...

 

Naquela época, os padrinhos de nossa filha pediram nossa intervenção para o caso de sua mãe e sogra. Dona N. que tinha chegado de São Paulo completamente “avariada”.

 

Jamais em nosso lidar de vinte e tantos pudemos apreciar semelhante caso de obsessão. Dona N..., era um médium espontâneo e morava num primeiro andar de um imenso casarão na Rua da Liberdade, São Paulo, e de lá foi que chegou com toda essa complicação psíquica e astral.

 

Somente os que presenciaram as crises terríveis de que era acometida constantemente Dona N..., sabem quão espinhosos era aquele caso...

 

Basta dizer que ela não se alimentava direito, porque os alimentos, em sua imaginação exaltada, neurótica, se transformavam em bichos, vermes etc.

 

Nem banhar-se direito também podia, a não ser forçada, pois via na agua coisas estranhas, as quais a apavoravam loucamente.

 

Agimos com uns trinta dias de luta, e especiais trabalhos, conseguimos equilibra-la bastante, afastando completamente todo aquele astral inferior ou obsessor que a estava perturbando, aniquilando mesmo a sua saúde física e psíquica.

 

Então, foi assegurado a sua filha (nossa comadre) e genro que ela podia voltar para São Paulo, mas não para sua residência. Tinha que se mudar para outro local, de qualquer maneira.

 

Temerosos de uma recaída em Dona N., sua filha e genro, pediram-nos para acompanha-los a São Paulo, em face de ter ela adquirido, nessa altura grande confiança em nossa pessoa e até que acertassem por lá a situação final.

 

Fomos, Chegamos ao tal casarão da Rua Liberdade, porque ainda não tinha sido possível a mudança aconselhada.

 

Nos primeiros dois dias, foram horríveis as reações de Dona N., no primeiro andar onde morava. Imediatamente Pai G... Fez sentir a necessidade inadiável de transferi-la, fosse para onde fosse. Removeram-na para a casa de uns amigos.

 

Ficamos com esses compadres no casarão, e foi quando chegou a nossa vez...

 

As noites que ficamos insones, debaixo de estranhas sensações, ruídos e perturbações variam, tiveram seu desfecho quando, certa noite, vimos claramente se nos apresentarem três seres do astral: um padre ainda novo, com um sinal preto no rosto, um rapaz claro de boa estatura, de uns trinta anos, e uma velha de aspecto esquisito.

 

Essas três personalidades astrais passaram a insultar-nos a ameaçar-nos de terríveis vinganças, repetindo sempre que iriamos pagar caro a nossa intervenção naquele caso (interessante: Dona N, queixava-se amargamente dessas três personalidades astrais, culpando-as mesmo de terem levado aquele estado). Quanto a isso, imediatamente tomamos certas providencias...

 

Mas o pior aconteceu de outra maneira um tanto ou quanto ligada a essa...

 

O térreo do casarão era uma fabrica de calçados do senhor B, o qual estava debaixo de uma derrocada, de uma decadência comercial e financeira tremenda, pois seus inexplicáveis prejuízos o tinham deixado a pão e agua...

 

Assim que nos viu liberto do caso de Dona N., veio a nos implorar que o ajudássemos que víssemos o que estava havendo em sua vida.

 

Dissemos-lhe então que, após as vinte e uma horas, desceríamos para uma analise do caso que nos apresentava. Enquanto descansávamos deitado, aguardando a hora de descer, fomos vendo estupefato, na escadaria que dava acesso ao térreo, figuras horríveis, pavorosas, que nos ameaçavam também de vingança terrível caso tentássemos descer.

 

Mas, como éramos nessa ocasião inexperientes e mais destemeroso do que hoje, e tínhamos como sempre tivemos, confiança em nossa cobertura espiritual, descemos. Lá chegando, armamos certo trabalho de descarga, e fomos compelidos, instintivamente, a mexer numa pilha de formas de calçados. Qual o nosso assombro, quando puxamos dali um amontoado de cabelos, ossos humanos e outras coisas...

 

Esclarecemos para o senhor B todo o caso, identificamos o autor de semelhante trabalho (que não nos cabe aqui detalhar). Executamos a descarga, durante a qual nos deram muito trabalho duas das pessoas que nos acompanharam, dada a tremenda influenciação que sofreram durante aquele ato.

 

Ora, isso foi um trabalho que desmanchamos de pura magia negra feito e pago para tal objetivo...

 

Porem aconteceu que a vitima, na ocasião, não tinha meios financeiros para adquirir os elementos materiais necessários (visto termos usado na descarga um resto de material que sobrara do caso de Dona N. e que adaptamos às circunstancias) para o encaminhamento final desse trabalho de desmancho.

 

Perguntou-nos depois o senhor B, se não seria possível terminarmos aquilo por aqui, pelo nosso terreiro, e como isso implicaria certa despesa, não sendo justo nem da lei que rege tal assunto que a fizéssemos a nossas expensas, deu-nos uma duplicata de pequena importância, para que pudéssemos receber e aplicar no caso (essa duplicata era de uma casa de calçados em Niterói).

 

Não havendo outra saída para o caso, aceitamos a situação.

 

Regressando de São Paulo, demos dias depois, sequencia ao dito trabalho, e fomos então a Niterói para receber a pequena importância da duplicata.

 

De fato, recebemo-la. Tomamos a barca de volta e, quando estávamos assentados, debaixo de certa sonolência, olhamos repentinamente um senhor mulato, que estava a nossa frente de pé, a uns três metros e pareceu-nos que se transformava num estranho ser, assim como um gigantesco morcego, o qual começou a exercer uma esquisita fascinação em nossa vontade, a ponto de, subitamente, nos encaminharmos para a porta lateral da barca, dentro da vivíssima impressão de que nos iriamos lançar na agua.

 

Foi quando conseguimos estacar a borda da entrada lateral da barca, gritando intimamente para nossa Entidade de Guarda.

 

Dali chegamos a Praça 15, saltamos e fomos para casa um tanto ou quanto “aéreo” psiquicamente. Tivemos a sorte de, ao chegarmos em casa uma entidade baixando em nossa esposa, de nome Ogum Yara, que consultava nosso cambono do caso anterior.

 

A ela nos dirigimos para salvar, quando nos falou o seguinte: ”Vosmicê” veio acompanhado. O bicho é feio tem umas asas grandes, não é?

 

Então, demos execução às primeiras providencias até que finalizamos essa questão, com o trabalho que o caso exigia.

 

Isso tudo nos produziu grande desgaste de energia, a ponto de termos que fazer uma pausa em nossas atividades, para recuperarmos as forças perdidas.

 

Enfrentar descargas e desmandos de magia negra é tarefa dura. Exige grande atividade e conhecimento, pois que se viemos com aquele tremendo acompanhante, foi porque não demos o caminho certo, na hora certa, ficando sujeito até ao desencarne, pela entidade negra, que cobrava e queria o que era seu, de vez que havia sido afastado a força.

 

Somente salvou-nos a cobertura de nosso bom amigo do astral que nos garantiu até a “gira”.

 

Isso serve para a meditação de muitos médiuns, que pegam trabalhos a “torto e a direita”, sem os necessários conhecimentos para encaminha-los, ficando sujeitos ao “estourou final dessa acumulada negra”...