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32- SÍNTESE DOS 31 TEXTOS
32- SÍNTESE DOS 31 TEXTOS

Rio de Janeiro, 20 de abril de 2016

 

CONSCIÊNCIA: A CONSTANTE DA RAIZ DE GUINÉ

 

MUDANÇA COM CONSTANTE DA TRADIÇÃO NA RAIZ DE GUINÉ? 

A constante da Tradição Iniciática na Umbanda não é a mudança no sentido genérico e arbitrário como tem sido preconizado por certos grupos. Antes de tudo, esta, refere-se à conscientização, pois de nada adianta mudar constantemente para pior - como tem sido o caso de certos movimentos que isoladamente tentam sem sucesso, ressignificar à Umbanda Esotérica. 

 

 O termo "mudança" destituído de base ou fundamentação relígio-científica, dita também como iniciática, em relação a Umbanda Esotérica é inadequado, como tem sido encaminhado  dentro de certa perspectiva, que conceitua este processo de mudança, genericamente como: uma constante presente na Tradição Iniciática da Umbanda, onde a mesma, supostamente estaria junto com as demais Religiões Afro-Brasileiras e as de matriz Indígena, dentro de um processo de convergência. 

 

Primeiramente, tal afirmativa que se refere sobre a dita "mudança" como uma constante na Umbanda Esotérica na forma como foi contextualizada, permaneceu vaga, dentro de um discurso por vezes contraditório e, em especial, não calcado por uma real validação esotérica pela Lei do Verbo, em sua essencialidade Religío-Científica, em outras palavras:

 

- Teorizou-se sobre mudanças na Umbanda Esotérica que estariam situando-na, em um processo de integração com este "fenômeno de convergência" junto a outras religiões descritas, dentro de um encaminhamento de "retificação" e "ratificação" da mesma. Assim foi procedido, como se toda a coletividade que integra e pratica a Umbanda Esotérica fosse simplesmente, passivamente seguir este tipo de visão -- com uma "mentalidade de rebanho" acrítica -- obedecendo às cegas o roteiro dado por uma liderança que se arvora como o sucessor de Matta e Silva;

 

- contudo, nesta teoria supracitada, não verifica-se a existência de qualquer tipo de respaldo por parte da narrativa de Matta e Silva, claramente encaminhada em suas nove obras e nos diversos materiais audiovisuais, com coerência e congruência incontestáveis em relação a sua prática na Umbanda Esotérica, encaminhada na antiga T.U.O em Itacuruçá -- tais materiais estão disponibilizados pelo site umbandadobrasil;

 

- ou seja, tanto no plano teórico quanto em sua prática mediúnica no contexto da Umbanda Esotérica, o velho Matta patenteou a restauração das bases essenciais da Umbanda, por fora de ideologias, paradigmas, doutrinas, práticas e rituais religiosos deteriorados e já superados, dando assim, transparência à fundamentação da Umbanda Esotérica na Lei do Verbo, resgatando, portanto sua ancestralidade primordialmente assentada no TUYABAÉ-CUAÁ e nas demais Tradições que subsequentemente derivaram Dele - enquanto tronco-raiz de todas as Tradições Esotéricas - sendo mais tarde, sintetizadas no Arqueômetro por Saint-Yves, e posteriormente reveladas no contexto da Umbanda como a sua Proto-Síntese Relígio-Científica. Por conseguinte, aqui sim, pode-se falar que a Umbanda foi refundida, retificada e ratificada, todavia não pelo "ego Matta e Silva" e sim, através do "veículo Matta e Silva", enquanto personalidade coerentemente organizada por uma organização maior do que a personalidade que ele usou, neste caso, por sua própria Alma, que em consonância com os Princípios Espirituais da Totalidade, pode ser manejada pelo Astral Superior, para veicular a revelação e a sustentação das bases fundamentais da Proto-Síntese Relígio-Científica da Ancestralidade da Umbanda em seus aspectos: mágicos (da Magia entendida como Ciência Mater), cosmogônicos,  mediúnicos, filosóficos, metafísicos, epistemológicos; para dai traduzir um sentido mais alinhado com a compreensão Espiritual ou essencial da Umbanda, ressignificando desse modo, certos aspectos históricos, sociais e antropológicos das coletividades ameríndia, negra e branca no processo de restauração da própria Umbanda no Brasil, seu solo original.

 

4 - Ora a Umbanda em seu lado interno, foi então apresentada por Matta e Silva como uma estrutura esotérica autológica, dentro de um Sistema Unitário, configurado por uma Totalidade harmônica, em unissonância, viva e sintetizada nos Sagrados Mistérios da Cruz, onde a partir desse Sistema Unificado pela Cruz Crística foram situados: seus Postulados Fundamentais, certos pontos de sua Doutrina Secreta,  suas bases verdadeiras sobre Lei e Magia, a sua maneira de encarar a mediunidade, a sua prática ritualística nas sessões de terreiro e outros pontos de fundamental importância;

 

- todavia, Matta e Silva assim procedeu escudado por uma real assistência do Astral Superior, que o situou sobre as bases relígio-científicas primordiais da razão de ser da Umbanda, em seu movimento de ação e execução cármica sobre o mundo astral e o carnal em suas paralelas ativa e passiva;

 

6- destacamos, portanto, que as concepções e teorias ("de convergência", de "retificação" e "ratificação" da Umbanda Esotérica, as quais situam Ela nos chamados "núcleos duros" e outras mais...) surgidas na era pós-Matta e Silva, emergiram com certa carência de base iniciática ou com uma pseudo-iniciação, na medida em que a iniciação passou a ser ostentada tão somente com base em títulos -- ainda que estes tenham sido conferidos por intermédio do próprio Matta e Silva -- ou seja, foram teorias concebidas sem uma legítima conexão com o Astral Superior configurado pela própria Lei de Umbanda;

 

- por conseguinte, do ponto de vista relígio-científico da Umbanda em sua Proto-Síntese, estas teorias foram concebidas e arquitetadas tão somente no plano sociológico, nele permanecendo circunscritas. Deve-se atentar que a perspectiva sociológica ou antropológica mostram sem dúvida, grande elasticidade para uma interconexão de vários aspectos da Umbanda Esotérica com outras Religiões Afro-Brasileiras e de matriz Indígena e vice-versa, o que permite por seu lado, integrar a Umbanda Esotérica com certas concepções presentes nessas religiões, frente a complexa base transcultural, necessariamente subjacente ao olhar sociológico e antropológico neste caso;

 

- assim, verificou-se o encaminhamento da prática de diversos ritos dos Candomblés, das Encantarias, e da Umbanda em suas diferentes concepções ou modalidades de entendimento, onde se fez um pouco de tudo, todavia, questionamos: será que, ao se pretender fazer ou dominar tudo ou todos esses elementos descritos, estes pretendentes terminaram por fazer absolutamente "nada com nada"?

 

 

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PERSPECTIVA RELÍGIO-CIENTÍFICA DA UMBANDA A PARTIR DE SUA PROTO-SÍNTESE EM RELAÇÃO À PERSPECTIVA DAS CIÊNCIAS HUMANAS

 

Deve-se atentar que o plano Relígio-Científico da Umbanda embora se apoie em certos aspectos da ciência terrestre, não se desenrola ou se desenvolve com plena linearidade com o plano das diversas ciências. Várias concepções e elementos rito-litúrgicos assimilados pela massa popular - baseados em crendices, superstições e mitos popularizados -- simplesmente não são com isso selecionados para o corpo doutrinário da Umbanda Esotérica.

 

Ora, outro tipo de linguagem é usada pelas Entidades Astrais, frente a outras convenções que são configuradas através de relações que transcendem nossa concepção ordinária de tempo-espaço, já que nossa realidade física está inserida e subordinada a uma realidade astral muito mais ampla, complexa e sobredeterminada por forças que são simplesmente desconhecidas para a humanidade, de modo que, estes campos de vivências do plano astral, com seus espaços vitais em sua dinâmica transcendental, por seu turno, articulados com o nosso plano físico, ainda superam sobremaneira a epistemologia (problemas relacionados com a crença e o conhecimento, sua natureza e limitações) concebida pelas diversas ciências sociais, bem como outros campos da ciência.

 

Tal superação descrita, diga-se de passagem, se dá, ainda que estes campos científicos se proponham a uma abordagem inter ou até mesmo transdisciplinar de estudo, buscando um encaminhamento de síntese, já que neste caso, estas informações ou paradigmas são engendrados preponderantemente a partir dos nossos cinco sentidos, os quais encontram-se imersos e incessantemente dinamizados em ações e reações, que se dão num plano evolutivo humano ainda muito distanciado da Luz. Pois o acesso do iniciado à dimensão relígio-científica da Umbanda em sua Proto-Síntese, não diz respeito tão somente, neste caso, à erudição intelectual e sim, essencialmente:  à evolução espiritual, que concerne à retomada da consciência virginal do Espírito, obscurecido em sua dita consciência, por via de sua queda neste reino de matéria-energia.

 

 Portanto, em função da complexificação progressivamente maior do entendimento das realidades, partindo do mundo físico para o mundo astral, assim como, o entendimento das diretrizes superiores que de outro modo partem desse mundo Astral Superior para o mundo humano, isto é, de uma realidade sobremaneira ampla e complexa para nossos evolutivos limitados em vários aspectos, as Entidades Militantes na Lei de Umbanda procuram traduzir de maneira mais simples possível, os ensinamentos viventes em uma outra dimensão, mas que, contudo, estão simultaneamente ligados e integrados com o plano de vida humano.

 

 Ora, o que é admitido no campo da Sociologia, da Antropologia, da História ou do Direito, por exemplo, como uma constante concebida como "normal", que assim se estabelece com um senso de naturalidade perante a população, pode não ser entendido dessa forma em uma realidade maior, dita como Espiritual. Assim, temos que, uma diversidade de concepções culturais, místicas e religiosas que são recorrentes por décadas ou séculos em vários povos, as quais estão introjetadas nas subjetividades e assim são por extensão objetivamente explicitadas no dia a dia, podem servir como verdadeiras barreiras monolíticas para a evolução ou libertação espiritual de uma coletividade.

 

Entretanto, por fora do conjunto do macrossistema cultural e sociológico de um povo, existe um Plano Espiritual Virginal atuando no Astral Superior, e este por sua vez, com ordens e direitos de trabalho sobre o plano físico, assim se responsabiliza carmicamente por suas coletividades, dentro de uma sistema de operação que tem o seu modus operandi consubstanciado pelos Princípios Organizadores da própria Vida, potencializados pelos Sete Orixás. Assim sendo, os enviados desses Orixás Maiores -- Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças -- como seus mandatários, são sua força cinética que desse modo, irão interagir com as tais coletividades, no sentido de nortear os seus caminhos para um nível de organização interna e externa paulatinamente mais evoluídos e carmicamente libertos da matéria, objetivando proporcionar; às condições necessárias para a criação de uma real síntese - de aspectos ou realidades "intrínsecas" e "extrínsecas" do ser - pela conscientização desses dois aspectos como sendo uma única realidade, totalizada em uma Unidade Maior incriada, eterna e acima e por fora de todas as realidades da matéria-energia com suas incessantes transformações e mudanças, a fim de que; se manifeste à eclosão da luz em sua virginalidade nas consciências viventes nessas coletividades, culminado naturalmente na libertação final dos seres.

 

 Ora, este mesmo Plano Espiritual, que no nosso caso se qualifica como Corrente Astral de Umbanda, vem promovendo uma imensa manobra multidimensional de esclarecimento - no plano físico e no plano astral com seus diversos subplanos- já que, várias concepções e práticas espirituais que vigoraram de fato e de direito no seio das raças negra, ameríndia e branca, quando o seu apogeu espiritual era uma realidade, foram vulgarizadas e deturpadas, de maneira que, com o passar do tempo, terminaram por ser naturalizadas pela cultura de massa como verdades.

 

Estes ensinamentos em função de uma cognição social distanciada de uma efetiva assistência e cobertura do Astral Superior, foram dessa maneira, fundidos com concepções, crenças e atitudes populares, perdendo a sua integridade ou valor espiritual original, outrora tidos como elos viventes da Lei, determinado assim, grande solução de continuidade entre o plano humano e o plano espiritual. Todo este mecanismo de perda de valores e de chaves magísticas da verdadeira Tradição Iniciática foi, dentro do contexto da Umbanda, discutido detalhadamente por Matta e Silva em suas obras.

 

OS VERDADEIROS NÚCLEOS DUROS DA UMBANDA

 

Assim ressurge na humanidade a Umbanda, com objetivo de pouco a pouco eliminar essa solução de continuidade. Contudo, nessa missão a Umbanda não é aleatoriamente operacionalizada aqui no mundo físico, pois existe obviamente uma coordenação superior, verticalizada, de cima para baixo conforme descrito. Segundo Matta e Silva, a Umbanda é regida por princípios e regras em harmonia, cuja regência determina o movimento do Círculo Inicial do Triângulo, o qual é o ternário que exterioriza suas vibrações através de três formas ordenadas pela Lei, também chamada de Triângulo das Formas de Apresentação dos Espíritos na Umbanda.

 

Assim temos Caboclo, Preto-Velho e Criança que são neste Sistema Relígio-Científico, três Unidades de Força Espiritual Ancestral interconectadas que mutuamente conjugam e sintetizam às Forças deflagradas pelos Sete Orixás, através das diversas intermediações vibratórias, que cada Entidade Militante na Lei de Umbanda traz em sua linha de trabalho, organizadas nessas Três Bandas pelo Mistério do Ternário, de modo que, assim, eles mutuamente potencializam suas próprias forças reafirmando que: o Todo, criado pela ação conjunta dessas Três Bandas, é maior do que a soma de suas partes, pois de fato, um sentido amplamente maior é patenteado a partir da profunda Ancestralidade Espiritual que cada uma dessas três Bandas, trazem em suas linhas-mestras de trabalho na Lei de Umbanda. 

Isso, determina dessa forma, a atuação de uma Unidade Maior através deles, dita como, Umbanda, a qual opera e realiza trabalho -- transformação magística da energia em seus múltiplos aspectos e nas suas mais diversas correlações e covariações -- no astral e no físico como uma totalidade, sendo assim qualificada como: O Conjunto das Leis de Deus, em ação e execução através de suas Entidades Militantes.

 

A ação conjunta  promovida pelos Caboclos, Preto-Velhos e Crianças no mundo físico e astral configuram de fato, a operacionalização concreta das Leis, que atuam não só como expressões raciais para uma melhor assimilação da massa popular, mas que promovem também uma autêntica reconciliação física e astral dessas raças - que historicamente conservam-se em combate astral e humano por séculos - trazendo, portanto, o que de melhor, no apogeu dessas raças floresceu aqui na terra, no índio, no branco e no negro. Assim, foi que estes Espíritos Militantes de Orixás-menores, Guias e Protetores ficaram conhecidos também como: pontas de lança da Umbanda

 

 

Por conseguinte, os chamados "núcleos duros" - constituídos pelas umbandas, encantarias e candomblés- podem até ser admitidos no patamar da perspectiva sociológica ou antropológica. Todavia, para perspectiva relígio-científica da Umbanda, revelada aqui no plano físico, os três núcleos duros são de fato estes: CABOCLO, PRETO-VELHO E CRIANÇA. Nessa perspectiva, esses "núcleos duros" em uma autêntica vivência no cerne da Umbanda, não são conceitos que partem de uma retórica meramente sociológica, eles antes de tudo, são realidades espirituais cuja ancestralidade de cada uma delas, pairam sobre seus irmãos mais novos e menos experimentados, guiando-os sempre que possível, sendo muitos deles, seus médiuns aqui na terra.

 

 

NARRATIVA DE UMA UMBANDA ESOTÉRICA "RATIFICADA" COM FUNDAMENTAÇÃO EM EPIFENÔMENOS

 

A constante da Tradição Iniciática na Umbanda é; a conscientização no presente -- no "aqui e agora"-- do Plano Essencial do Espírito em sua Virginalidade, isento ou absolutamente desvinculado das transformações necessárias da matéria-energia vigentes nesse "reino" em que habitamos, e não a tal mudança enfatizada, pois de nada adianta mudar constantemente para pior em uma escala de vida inconsciente.

 

Ora o que temos constatado, portanto, na era pós-Matta e Silva, por parte dessas teorias, que qualificam uma Umbanda Esotérica no atual momento como "retificada", "ratificada" e "refundida" por um "legítimo sucessor" do próprio Matta e Silva, estando a dita Umbanda, dentro de um processo de convergência com outras Religiões supracitadas, é que: esse tipo de discurso quando ponderado dentro de um contexto iniciático, concretamente suportado pelo Astral Superior da Corrente Astral de Umbanda, no processo sistêmico de conscientização que ela propicia do Plano Espiritual, acima qualificado, mostra-se tão somente situado no plano dos epifenômenos, os quais são incapazes de atuar nos aspectos causais de uma real iniciação na Lei de Umbanda.

 

Isto é, essa narrativa de "ratificação da Umbanda Esotérica" -- supostamente refundida por uma nova "liderança absoluta e inquestionável" -- aponta, essencialmente para concepções epifenomenais. Pois, verifica-se no contexto histórico-social de vários povos onde a iniciação de fato floresceu que desde as épocas mais remotas:  a iniciação, seja em qual corrente esotérica for, assim como a iniciação na Lei de Umbanda, se estabelece como um processo sistemático de evolução espiritual do ser consciente, sendo assim, um produto das aquisições feitas pelo indivíduo a partir do Plano do Espírito em sua virginalidade, que se consubstanciam na consciência do dito iniciado.

 

Todavia, as ações desse iniciado ou de um grupo de iniciados, geram consequências operantes no mundo com o qual interagem, criando desse modo, uma série de subprodutos no plano social (nos seus campos cultural, religioso, ético, moral, emocional e outros...), dos quais não se tem um controle direto, na medida em que: não se pode forçar o livre arbítrio das pessoas em suas concepções e decisões.

 

Ora, na medida em que surgem estes subprodutos -- na forma de paradigmas, crenças, comportamentos, práticas e concepções sobre O Sagrado -- desvinculados de uma coordenação espiritual, que com isso deixa de organiza-los dentro de um Todo Espiritual Maior sintetizado pela própria LEI, esta Totalidade sustentada pelo Plano Espiritual, a qual ratifica a iniciação é desconfigurada.

 

Logo, estes subprodutos ou epifenômenos, limitados ao plano sociológico, tornam-se incapazes de mediar um caminho iniciático, pois eles são partes separadas do Todo pela ignorância das Leis Divinas, que partem da Totalidade ou de DEUS-PAI. Portanto, com relação a iniciação enquanto produto do Plano Espiritual, os preconceitos do ego obscurecido, irão gerar subprodutos na forma de teorias e práticas, que distorcem os ensinamentos espirituais, e, estes, por seu turno, ainda que tenham validade no campo sociológico e se distribuam em uma diversidade de concepções e formas de expressão aceitas pela sociedade, não necessariamente possuirão força causal para estabelecer um caminho iniciático positivamente assistido pelo Astral Superior.

 

Esta é a situação de vários iniciados que constituíram toda uma Tradição Iniciática ao longo do tempo, assim como o próprio Cristo Jesus e outros Avatares, os quais tiveram seus ensinamentos mal interpretados, de modo que foram preconcebidos e equivocadamente divulgados para as massas populares. E o mesmo processo se repete com a Umbanda Esotérica na atualidade, o qual ganhou notável força na era pós-Matta e Silva, onde também tivemos os subprodutos em termos de concepções e práticas adulteradas, deturpadas e até mesmo falsificadas, que foram processadas por pessoas distanciadas de uma positiva ligação, com o dito campo espiritual e que dessa maneira foram efetivadas no plano social gerando muita confusão, sendo muitas irreversíveis no atual momento.

 

O que ocorre mediante a este processo? O que temos observado é que os ensinamentos sobre a Umbanda Esotérica deixados por Matta e Silva, tiveram uma diversidade de desdobramentos, que foram contextualizados com outras práticas religiosas descritas acima, gerando novos fenômenos ou subprodutos de ordem cultural, religiosa, social, emocional, econômica e outros mais, mas que, todavia: não estabeleceram de modo algum, às condições necessárias para uma real iniciação na Lei de Umbanda.

 

Em outras palavras, situamos mais particularmente que, levando-se em conta que a iniciação na Lei de Umbanda, implica na revelação ou na tomada de consciência do Plano do Espírito, essas concepções de uma "nova Umbanda Esotérica", se fundamentaram em epifenômenos circunscritos, presos e limitados a esfera do macrossistema social humano, gerido de forma arbitrária, inconsciente, incoordenada e não verdadeiramente sistematizada pela Totalidade do Plano Espiritual, através da supervisão de seus Senhores Kármicos.

 

Pois, falando-se de iniciação, é imprescindível a existência da humildade nos grupos esotéricos a fim de que: eles possam ser macro-orientados pelo Astral Superior a partir da Unidade, em sua micro-orientação humana imersa na diversidade por vezes incoordenada, para que assim, seja factível nesses grupos, uma consequente coordenação, cobertura, assistência e regulamentação espiritual, a fim de estabelecer uma constante conscientização, permitindo por seu turno, a atualização espiritual dos integrantes desses grupamentos na sua vivência humana, frente ao processo dinâmico da própria vida em inexorável movimento.

 

Assim é encaminhado o movimento espiritual, de modo a obter a sustentabilidade necessária para a conservação do equilíbrio, o qual permitirá: a transcodificação do Espiritual imutável no campo sociológico variável, propiciando desse jeito uma retroalimentação consciente e organizada dos indivíduos, a qual por seu lado permitirá de fato uma regulação espiritual sistematicamente atualizada. Eis o resultado de uma autêntica vivência da Tradição Iniciática na Umbanda, portanto: EIS O QUE FUNDAMENTA E VALIDA À CONSCIÊNCIA OU A CONSCIENTIZAÇÃO, COMO A VERDADEIRA CONSTANTE DA TRADIÇÃO ESOTÉRICA DA LEI DE UMBANDA, DESDE A SUA ANCESTRALIDADE ATÉ OS NOSSOS DIAS. 

 

Por consequência, esses paradigmas humanos ou epifenômenicos sobre uma suposta "ratificação" da Umbanda, tiveram sua gênese num plano humano inconsciente, desprovido de lucidez e orientação iniciática, o qual resultou na própria distorção da realidade da iniciação na Raiz de Guiné. O que temos, portanto, é que esses subprodutos de realidades espirituais fragmentadas e embaralhadas, passaram a não mais desencadear a força causal para deflagrar uma real iniciação no Plano do ser consciente, em sua essencialidade Virginal ou Espiritual.

 

Pois são simples subprodutos de concepções humanas limitadas em seu próprio plano de ação e concepção, de maneira que tais concepções não partem de cima para baixo, ou da Unidade Espiritual para coordenar os múltiplos e incessantes desdobramentos sociológicos, a priori, indirecionados, na medida em que se processou uma sistemática perda de valores iniciáticos, em função da cultura de massa aferrada tão somente aos sentidos físicos. Em outras palavras, essas concepções decolam do patamar humano e recaem sobre ele, sobredeterminando-o essencialmente sempre dentro do mesmo plano de consciência atávico, que assim persiste refratário a qualquer tipo de mudança.

 

É interessante observarmos que as concepções epifenômenicas objetivadas para ressignificar a Raiz de Guiné, em última análise, por assimilar o mesmo "espírito atávico", dada a postura e atitudes de seus protagonistas, outrora censurados e retificados pela narrativa de Matta e Silva, estabelecem uma circularidade passiva, atávia e acrítica, a qual deixa o indivíduo preso ao mesmo processamento cognitivo atávico, tolhindo-o a mesma estrutura comportamental atávica e limitado-o às mesmas questões atávicas, no que tange à sua evolução espiritual nos caminhos da Umbanda. Portanto, ele segue sem condições de executar um ruptura em seu sistema de crenças para continuar evoluindo.

 

Logo, essas concepções não possuem por si só, por estarem separadas do Todo, a força motriz necessária para sistematicamente articular, sustentar e estabelecer um processo espiritual ou iniciático propriamente dito. E muito menos, são capazes de conscientemente operar positivamente sobre o fluído-matriz magnético ou na Magia, enquanto força básica do Espírito, no sentido de efetivamente fazer com que o iniciado supere definitivamente, o carma acumulado nessa via dependente de matéria-energia e assim possa regressar a sua Via de Evolução Original no Plano Virginal.

 

Assim sendo, essas teses sobre uma "nova Umbanda Esotérica" são epifenomenais na forma como foram contextualizadas, de forma que as mesmas, não garantem uma abertura para uma conexão verdadeira com o Plano Astral Superior, sendo portanto, incapazes de serem alicerçadas e ratificadas por este mesmo Astral, coordenado pela Corrente Astral de Umbanda, através do beneplácito de seus Tribunais Kármicos, simplesmente porque; tais teorias configuram um planejamento com todo um aparato logístico -- estabelecido no aparelhamento sócio-educacional-- que assim se estabeleceram como uma empresa, para satisfazer as necessidades, não daqueles que buscam de fato um caminho espiritual, mas de "clientes", de modo que, estes, possam ser constantemente atraídos e assim possam sustentar todo um instrumento mercadológico eficiente, instalado sobre o nome sagrado da Umbanda.

 

Neste caso, o Terreiro de Umbanda com sua proposta de trabalho fundamentalmente pautada pelo Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, passa a ser esquecido e trocado por um planejamento comercial, objetivando a instalação de uma empresa, com base no conhecimento adquirido "no mercado do santo", sempre acompanhando suas últimas tendências, para satisfazer as necessidades idealizadas por esses clientes ou "consumidores do santé". Haja então vídeos e mais vídeos no Youtube, palestras, conferências, simpósios, sempre com novos "mistérios" e tendências, que no fundo, ocultam um imenso esforço de pretensão de ser a liderança no "mercado do santo", a fim de sustentar um "reinado", que pede sempre mais e mais e mais, tal como uma verdadeira empresa situada em um cenário consumista voraz, próprio do ambiente capitalista selvagem.

 

E onde a iniciação na Raiz de Guiné entra nisso tudo?

Resposta: ela simplesmente não entra...

 

Este tipo de encaminhamento vem sendo materializado por anos e anos desde a passagem de Matta e Silva, as custas de seu legado original, que foi deixado sob o nome de Umbanda Esotérica, distorcendo profundamente o seu corpo doutrinário e a sua bandeira de humildade firmada por Preto-Velho em Itacuruçá, tal como Ela foi originalmente revelada lá na antiga T.U.O, com o objetivo de; acelerar os evolutivos afins a essa Corrente Astral Superior, para entrarem na senda que possibilitará de fato, este tipo de Caminho Espiritual que aponta para; a realização do Cristo no próprio indivíduo. Eis o árduo e penoso trabalho de Caboclo, Preto-Velho e Criança, em parceria com os seus respectivos Guardiões das "encruzas".

 

 

 

Certos fenômenos espirituais essenciais só podem ser compreendidos se já conhecermos de antemão, os seus reais veículos de expressão. Assim, Caboclo, Preto-velho e Criança enquanto veículos da Umbanda, vem através de suas formas, que apontam para a Luz essencial da Totalidade, em harmonia com nosso contexto histórico-social a partir de sua ancestralidade até os nossos tempos, nos guiar essencialmente no "conhece-te a ti mesmo", o qual é a chave primordial que poderá promover, a acessibilidade e unificação com este Todo Maior - "Eu e meu Pai somos UM", eis o AUM.

 

 Santa Paz

 

 

 Tarso Bastos