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1º GRAU - AULA Nº 27
1º GRAU - AULA Nº 27

A MAGIA DAS OFERENDAS NA UMBANDA — DE ACORDO COM AS 7 LINHAS.

 

Prezado irmão leitor - umbandista ou "candomblecista" - não importa o que você seja. O que importa - você sabe o que é uma oferenda, agora é o seguinte: dentro da Corrente Astral de Umbanda, o que significa e o que pode movimentar de bom ou de mau, se fugir de seu aspecto correto?

 

Oferenda - cremos que qualquer um sabe no puro sentido do termo, é uma coisa, um objeto ou aquilo que se oferece; porém, oferenda na interpretação puramente religiosa passa a ser oblata, que significa, pelo sentido que lhe imprimiu a Igreja Apostólica Romana - tudo que se oferece a Deus ou aos Santos na dita Igreja... ou seja, esse tudo que se oferece, implicando no aspecto da oferta material, financeira etc...

 

Oferenda nos chamados "candomblés" significa quase a mesma coisa, isto é, ofertam tudo sob a denominação de "comidas de santo" a seus Orixás. Apenas a Olorum, que é Deus, nada ofertam de material...

 

A oferenda na Corrente Astral de Umbanda difere bastante, quer do sentido da oblata da Igreja, quer do sentido das oferendas ou das comidas de santo" dos "candomblés" ou Cultos Africanos. Por quê?...

 

Porque na Umbanda a oferenda existe, porém dentro do seguinte conceito: - Deus - o Pai-Eterno, Jesus o Cristo Planetário, as Potências Espirituais Superiores, isto é, os Orixás, os Arcanjos ou mesmo os Anjos etc., só se comprazem com a "oferenda" ou com a oferta mental - do sentimento, do coração, do pensamento, assim como o que se possa interpretar como prece, oração, evocação etc...

 

Agora, abaixo de Deus, de Jesus, dessas Potências Celestiais, existem os ESPÍRITOS em seus diferentes graus de evolução, de entendimento etc. Aos Espíritos, dentro de certos graus de entendimento, isto é, aos espíritos que ainda sentem necessidade delas - das oferendas – e ainda aos que se comprazem com certos tipos de ofertas, a eles assim são encaminhadas, tudo de acordo com a movimentação de certas forças mágicas, dentro da citada Corrente Astral de Umbanda. E ainda temos que considerar mais esse terceiro aspecto: a maioria de nossas entidades, "Guias ou Protetores", podem solicitar uma oferenda sem ter necessidade direta dela e nem mesmo para se comprazer dela. Pedem e usam a oferenda, para certos movimentos de força mágica relacionados com os "elementais" ditos como "espíritos da natureza"...

 

Portanto, a oferenda na Umbanda existe, mas para espíritos (nome pelo qual designam os seres desencarnados ...) e nunca para Deus, nem para Jesus, nem para os Orixás. Existem ou são feitas para os espíritos que estão dentro da faixa dos Orixás... Compreendido? (10)

(10) Existe um estado de coisas no meio umbandista, cimentado, movimentado, tudo relacionado com o caso oferendas. Não inventamos isso, é claro, nem podemos suprimi-lo, como seria o ideal, caso nossa raça já se encontrasse na dita Sexta Ronda Cármica (estamos na quinta, falta muito ainda). No entanto, sabemos que a coisa ou a questão oferenda está completamente desvirtuada, errada em suas práticas dentro do meio. O que se impõe, nessa altura, logo que não há outro jeito? Ensinar, pelo menos, é o lado mais certo da questão a fim de que não errem tanto, não se envolvam tanto com o baixo astral, conforme é o caso da maioria, nessa questão das oferendas ou "comidas de santo".

 

E ainda tem que se observar na oferenda a qualidade dos materiais a serem ofertados, porque os de qualidade inferior, grosseira, assim como todo material ou elemento proveniente de sacrifício de animais, com sangue etc., não são próprios da Corrente Astral de Umbanda.

 

Como é de nosso desejo, nessa questão de oferendas, elucidar e não atacar nem desfazer diretamente no grau de entendimento das pessoas ou dos irmãos ainda arraigados a certos tipos de oferendas - conhecidas mais como "comidas de santo", sabendo-se que nem a natureza dá saltos, nem o citado entendimento também, estamos abordando o assunto e revelando o lado correto da arte mágica de ofertar elementos materiais aos seres desencarnados dos planos afins da Umbanda.

 

De princípio, devemos frisar que a oferenda, seja ela de qual tipo for, foge do puro aspecto religioso e passa a se ligar ao aspecto mágico pela cerimónia, pelo rito (seja ele o mais simples), pela fixação mental da imagem desejada sobre a coisa ofertada e daí procurando ligar-se ao ser espiritual a quem se ofertou, seja ele uma potência ou um espírito qualquer... porque, desde que existe uma oferenda, passa a existir a correspondente atração de elementos afins sobre ela, sejam eles quais forem...

 

E sem querermos (e podermos) aprofundar-nos muito nesse assunto, afirmamos com a experiência de 26 anos de lidar e ver lidar com esse ângulo, que a oferenda está intimamente ligada à magia ou às forças mágicas...

 

Oferenda é coisa material; esta é condensação de elementos radicais da natureza, em sólidos, líquidos, gasosos etc. Esses elementos são forças elementais, vitais, da dita natura; são, enfim, as correntes fluídicas ou eletromagnéticas primordiais que são o mesmo que as Linhas de Força que a tudo comandam. E sem linhas de força não há magia, porque magia é a arte real, é a Lei Cósmica, básica, que regula todos os movimentos de tudo que existe dentro do infinito espaço cósmico... E regulando, manipulando as Forças Mágicas ou a Magia, está a Inteligência do Espírito, estão as Potências Espirituais, ou seja, uma Suprema Inteligência Cósmica...

 

Mesmo o que se possa entender como a pura magia mental, é coisa que vibra, forma corrente, é pensamento e vibrando é energia, existe fisicamente, se plasma, se fixa e se objetiva em alguma coisa que tem vida concreta...

 

Mas para que se possa assimilar bem todo esse tema oferenda versus magia, torna-se necessário definirmos logo certo ângulo muito falado, interpretado e denominado ora como magia branca, ora como magia negra, quer no meio umbandista propriamente dito, quer em outros setores...

 

Magia, já o dissemos, é a Arte Real, é a Sabedoria Integral, é a Ciência dos Magos, é a Lei Cósmica, básica, é enfim a força usada para manipular, movimentar a estrutura íntima de tudo que existe ou tem vida, dentro do espaço cósmico e própria à natura naturandis... Magia é, portanto, uma só realidade, uma só força.

 

Agora, as suas variações, ou seja, as apropriações de seus elementos de força para fins diversos nos planos e subplanos da vida astral para se ligar às condições humanas, formam o que vulgarmente se entende ou se logo que se aplique interpreta como magia branca para fins positivos. Havendo derivação para fins negativos, então se diz como magia negra.

 

Assim é que no meio umbandista se fala em magia negra como coisa ligada a Quimbanda e em magia branca como coisa ligada a Umbanda propriamente dita. O fato que a interpretação está assim estabelecida...

 

Então, estabeleçamos o conceito: - em todas as oferendas que entrarem os elementos materiais considerados grosseiros ou inferiores, assim como carnes de animais diversos - bichos de pelo e pena - cujo habitat seja o ambiente terra (porque há os bichos do ambiente água, assim como os peixes, etc.), e que implique em sacrifício ou matança com sangue, líquidos alcoólicos inferiores, assim como aguardente (a vulgar marafa) etc., bem como a anexação de objetos de cor preta, assim como panos e bruxas de pano e outros tipos de bonecos, alfinetes, agulhas, linhas, ponteiros ou punhais, fitas negras, alguidares, panelas, pólvora ou tuia etc., tudo isso pode-se considerar como ligado às forças negras ou à magia negra... e só tem campo de assentamento ou aceitação, da chamada Quimbanda - com seus exus guardiães - para a Quiumbanda, com todo seu cortejo de espíritos atrasadíssimos, aos quais denominamos de quiumbas e que formam com suas variadas classes o que se diz e é propriamente o baixo astral.

 

Agora, todo tipo de oferenda escoimado dos elementos materiais acima citados está relacionado com as forças brancas ou com a magia branca. Esta magia branca é usada pelos caboclos, pretos-velhos etc., com um poder maior, decuplicado, porque ligam ao aspecto oferenda o ângulo cabalístico, ou seja, dos sinais riscados ou lei de pemba.

 

Cremos ter ficado bastante claro a diferenciação exposta, que fizemos dentro de confrontos simples, ao alcance de qualquer irmão umbandista ou não...

 

Então vamos agora entrar no âmbito direto da questão das ofertas, para os espíritos da Corrente Astral de Umbanda, classificando-as em TRÊS aspectos: OFERENDAS PARA A BANDA DOS CABOCLOS; OFERENDAS PARA A BANDA DOS PRETOS-VELHOS; OFERENDAS PARA A BANDA DAS CRIANÇAS.

 

Porém, antes de discriminarmos os materiais a serem ofertados, quer para as falanges de espíritos no grau de protetores, quer para as falanges de espíritos no grau de guias e daí para cima, pois que há ainda essa diferença a se considerar na Corrente Astral de Umbanda, suscitemos e respondamos logo à seguinte pergunta: os Espíritos comem as coisas ou os elementos materiais ofertados? Resposta: — Não, não comem e nem podem comê-los... Todavia, é um fato que muitos desses espíritos absorvem fluidicamente as emanações das coisas ou dos elementos materiais ofertados, pela necessidade que ainda têm ou sentem deles (exemplo: uma pessoa é fumante inveterado, desencarna e logo que tem consciência do seu estado, no astral, volta a sentir, imperiosamente, todas as necessidades psíquicas, ou seja, todos os desejos fortes pelas coisas que deixou, inclusive o vício de fumar (Nessa questão do fumo, há de se considerar dois aspectos: — o do vício de fumar — que é o desejo incontido de absorver esse elemento — e o uso da fumaça do fumo, para fins de manipulação com certa classe de elementais, para descargas ou desagregações fluídicas de larvas... Nossos caboclos e pretos-velhos não estão arraigados ao vício de fumar. No entanto, quando incorporados (através do médium) costumam fumar. E claro que estão manipulando, descarregando, procedendo a certas desagregações fluídicas no ambiente do terreiro ou mesmo sobre um paciente. Agora é preciso entender que, na falange de uma entidade caboclo ou preto-velho etc., existem os espíritos que estão na sua faixa afim, cooperando para o Bem, mas que ainda estão presos ao vício de fumar, tanto quanto inúmeras pessoas bondosas, instruídas aqui na vida terrena, é claro) que adquire, em muitos espíritos, a condição de verdadeira tentação. Nesse caso está o vício do álcool e outros mais)... E quanto a outros espíritos, apenas se comprazem com ela, isto é, com a oferenda, tudo de acordo com a qualidade da coisa ofertada.

 

Assim, deve ficar bem claro e bem entendido que a qualidade do material ou dos objetos ofertados é que determina a atração afim da classe de espíritos a quem se ofertou...

 

Portanto, dentro do critério acima definido, é regra na Umbanda verdadeira, é palavra de ordem dos verdadeiros caboclos, pretos-velhos etc., não se alimentar o vício ou os desejos inferiores dos espíritos atrasados, isto é, dos seres que estão ainda no plano considerado como do baixo astral, com certos tipos de oferendas grosseiras, sem que haja absoluta necessidade disso, e assim mesmo, sob o controle direto de uma entidade responsável.

 

Isso tudo bem compreendido, vamos agora saber quais as espécies de oferendas que são apropriadas às atrações afins nas TRÊS Bandas: