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1º GRAU - AULA Nº 20
1º GRAU - AULA Nº 20

E como estamos falando da mediunidade na Umbanda, é claro que temos de abordar, também, certos ângulos da Iniciação, desenvolvimentos, preparos etc...

 

Comecemos por definir o seguinte: - ninguém, nenhum babalorixá, tata ou médium-chefe" por mais forte que seja, "bota um espírito na cabeça de ninguém, isto é, ninguém faz cabeça de ninguém"... mormente no sentido de implantar um dom mediúnico.

 

A faculdade mediúnica é, de fato, um dom, uma outorga que a criatura tem de berço, ou seja, traz ou trouxe consigo do astral, antes de encarnar - vem com esse compromisso e para isso é necessário que se tenha submetido às indispensáveis adaptações energéticas em seu corpo astral, a fim de que, quando ligado à natureza humana, esse dom, essa mediunidade, encontre as condições apropriadas para se manifestar, se revelar, no devido tempo.

 

Então - para que desenvolver? Para que a Iniciação? Esclareçamos...

 

Ninguém entra em desenvolvimento mediúnico, para "desenvolver" uma faculdade que não tem, porque não trouxe como um atributo de seu carma, na encarnação do momento...

 

Ninguém "desenvolve" mediunidade sem que a tenha de fato e de berço... e se alguém a tem, comprovadamente, então deve desenvolvê-la, isto é, deve adquirir conhecimentos, deve criar maiores ou melhores condições psíquicas, orgânicas etc., para sustentá-la, para fortalecê-la, a fim de que os espíritos possam usar essa mediunidade, com mais segurança e trabalhar com maior proveito para todos, num maior campo de ação...

 

É isso que entendemos e sabemos ser a realidade... pois o desenvolvimento do médium, próprio da Corrente Astral de Umbanda, implica diretamente no que se pode entender ou qualificar com Iniciação...

 

Porque, a par com as manifestações sistemáticas de seus protetores ou guias - do médium, é claro - ocorre, em relação com isso, uma série de ligações, fixações e movimentações extraordinárias de elementos e forças de tal natureza, que se impõe esse desenvolvimento, essa Iniciação...

 

Então, a Iniciação na Umbanda existe como corolário da função mediúnica, como uma necessidade que se impôs, para sustentáculo do dom ou das faculdades mediúnicas espontâneas... e mesmo por causa dessas fixações, desses movimentos com determinadas forças etc...

 

Mas, pela ordem natural da Corrente Astral de Umbanda, quem faz os Iniciados ou iniciandos é a Entidade Espiritual - caboclo ou preto-velho - que incorpora no médium ou mesmo que o assiste através de uma faculdade mediúnica qualquer, comprovadamente, ou então, esse mesmo médium, se ele tem Ordens e Direitos de Trabalho, dados pelo ASTRAL que o assiste. Em Suma: - se o médium for um Iniciado pelo astral, ele pode botar a mão na cabeça de outros médiuns, prepará-los, desenvolvê-los, educá-los, iniciá-los, sacramentá-los e transmitir as ditas ordens e direitos de trabalho sobre eles...

 

Nós já demonstramos em nossa obra Umbanda de Todos Nós, 7º Capítulo, da "Iniciação na Lei de Umbanda", como são as fixações e preparações, de ordem mágica superior, numa verdadeira Escola de Iniciação Umbandista...

 

Demos regras e elementos de afirmações, próprios aos chamados de "amacys", a fim de que os Iniciados ou médiuns – umbandistas pudessem segui-los, para não caírem ou se perderem no cipoal das confusões reinantes.

 

Mas a mediunidade existe mesmo e se processa assim mesmo, isto é, por dentro disso tudo, nas tendas, nos terreiros etc.

 

Agora, dado as condições espirituais e evolutivas dessa massa, dessa corrente humana, a faculdade mediúnica que está sendo mais posta em uso pelas entidades - caboclos e pretos-velhos - é a de incorporação, ou seja, a mecânica de incorporação, que entrosa duas fases: a semi-inconsciente e a inconsciente (mais rara).

 

Devemos frisar que essa mecânica de incorporação tem sido mais utilizada sobre os aparelhos de carma probatório, dado mesmo as suas condições espirituais bastante deficientes.

 

Todavia, todas as demais faculdades ou dons ou modalidades mediúnicas têm sequência, têm campo de aceitação e ação na Umbanda...

 

Sabemos mesmo, positivamente, que as nossas entidades no grau de Guias não gostam de utilizar a mecânica de incorporação. Escolhem mais, os médiuns de carma evolutivo ou missionário, para agirem através dos dons da intuição, da vidência, da clarividência e, sobretudo, através da mais segura de todas as faculdades mediúnicas - a sensibilidade astro-psíquica.

 

Denominamos assim a um dom mediúnico que se manifesta com apurada sensibilidade no médium e por via do qual, ele sente, pressente - recebendo as impressões, quer dos espíritos, quer dos ambientes, de tal maneira, que jamais se engana com a natureza dessas coisas: se é positivo ou negativo, ele sabe logo. A par com isso, ele tem comunicações em forma de mensagens telepáticas ou conversações auditivas, tudo sob uma certa forma de clarividência extraordinária, que se revela, apresentando em sua visão-mental os quadros ou imagens do que está acontecendo ou vai acontecer etc.… quadros e imagens mentais essas, que ele – médium – descreve como se estivesse vendo mesmo com os seus olhos físicos...

Assim é a Mediunidade (e as coisas que acontecem no meio) e os médiuns de fato, da Corrente Astral de Umbanda.

 

E como todas essas partes não ficariam entrosadas sem certas regras complementares para os Médiuns ou Iniciados de nossa Umbanda, eis, a seguir (em sequência), instruções de alto valor em 3 ângulos: - um modelo de instruções gerais de conduta etc., um modelo de disciplina interna para os médiuns e um roteiro para processar uma SESSÃO corretamente, sabendo-se que, sem um RITUAL condigno, nada dá certo numa sessão ou nos trabalhos espiritual-mediúnicos...

 

Bibliografia: MISTÉRIOS E PRÁTICAS DA LEI DE UMBANDA

2º EDIÇÃO LIVRARIA FREITAS BASTOS S.A.

W. W. da Matta e Silva