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1º GRAU - AULA Nº 4
1º GRAU - AULA Nº 4

Então, vamos agora verificar o que aconteceu com essas duas "raízes" aqui, no Brasil, isto é, a RAIZ AFRA e a RAIZ AMERÍNDIA ou de nossos Índios, com a "FUSÃO" ou a mistura de uma com a outra.

O Culto Bantu dos africanos foi o que trouxe uma tendência mais livre. Começou por receber - já no Brasil - as influências dos outros e principalmente do culto nagô. Já por efeito dessa influenciação, já por essa tendência mais liberal, pelas alturas do ano de 1547 foi constatado, positivamente, a existência de uma espécie de "fusão", de mistura de práticas, de ritos, com o cerimonial que os nossos índios vinham praticando e denominado pelo branco como o "adjunto da Jurema".

 

É importante lembrarmos que êsse "adjunto da Jurema" que foi interpretado como uma espécie de sessão, de reunião, de agrupamento, já era, por sua vez, uma degeneração do verdadeiro CULTO DA YUREMA que foi um dos aspectos puros que ficou do primitivo CULTO DE MUYRAKITAN, que foi sendo esquecido ou se apagando dentro dos ritos sagrados dos tupy-nambá, dos tupy-guarany e outras tribos, após a Era Cabraliana, ou seja, já no período de acentuada decadência desse povo...

 

Dessa "fusão" entre o culto dos bantus e o dito como "adjunto da Jurema" surgiu, depois de alguns anos, outra espécie de rito, com práticas mistas que ficou conhecido ou que foi chamado depreciativamente de "CANDOMBLÉ DE CABOCLO", onde a par com a evocação e a crença nos "orixás", predominava mais a influência ameríndia, com seus "caboclos, seus encantados" etc. Dentro desse aspecto ainda existe em alguns Estados, particularmente na Bahia.

 

Porém, por outro lado, esse aspecto, essa fusão, degenerou mais ainda.

Já verificamos em certos "terreiros" a existência delas, de mistura com "santos e santas, caboclos e pretos-velhos, sereias-do-mar" etc. Santo Deus! Quanta ignorância! Mas, não podemos desanimar...

 

Logo depois, essa "fusão" que gerou "candomblé de caboclo" acolheu também a forte influência dos "santos" da Igreja Apostólica Romana. Daí é que veio o aspecto dito como sincretismo, similitude etc.

 

Toda essa complexa mistura, que o leigo chama de "macumba, candomblé, baixo-espiritismo, magia negra" e em certos Estados, de "canjerê, pajelança, batuque ou toque de xangô, babassuê, tambor de mina" etc., recebeu ainda, nos últimos 50 anos, mais uma acentuada influência — a do Espiritismo dito como de Kardec.

 

Então, temos, há mais ou menos 414 anos, todos esses ASPECTOS, místico, mítico, religioso, fenomênico, sincrético, espiríticos etc., de MISTURA e envolvendo PRÁTICAS, as mais CONFUSAS, fetichistas, materialmente grosseiras, de ritualísticas barulhentas, pelos tambores ou atabaques, triângulos, cabaças e outros instrumentos exóticos e primitivos, tudo isso em pleno SÉCULO VINTE, norteando as linhas-afins de uma IMENSA COLETIVIDADE ou massa humana, já na casa dos milhões, com seus milhares e milhares de Tendas, Cabanas, Centros, "Terreiros" etc.

 

Essa coletividade religiosa, mística, foi denominada, nos últimos anos, pelos INTERESSADOS - os monopolizadores dessa situação - como dos ADEPTOS DOS CULTOS AFRO-BRASILEIROS ou AFRO-ABORÍGINES...

 

MISTÉRIOS E PRÁTICAS DA LEI DE UMBANDA

2º EDIÇÃO LIVRARIA FREITAS BASTOS S.A.

W.W. da Matta e Silva